Sinergia realiza manifestação em frete a Energisa

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Funcionários da Energisa paralisaram as atividades
Eletricitários da Energisa realizaram uma manifestação na manhã dessa quinta-feira, 4, em frente a sede da empresa. O objetivo do ato, segundo o presidente do Sindicato da Energia (Sinergia), Sérgio Alves, é evitar mais 14 demissões que estão previstas pelo grupo de energia elétrica.

“Esse é o primeiro passo, pois tentamos diversas reuniões com a diretoria para tentar resolver a situação e evitar essa manifestação. No entanto, não obtivemos sucesso. Várias pessoas já foram demitidas e agora eles querem demitir mais 14”, declarou Sérgio.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, a Energisa está acabando com diversos setores da empresa. “Eles resolveram levar setores importantes da empresa para o Estado da Paraíba e Minas Gerais” relatou.

Presidente do Sinergia, Sérgio Alves, diz que empresa não valoriza comércio sergipano
O presidente do Sinergia também declarou que todos os lucros da empresa são destinados para fora do estado. “Todo material é comprado fora daqui,- dos informativos a compra de carros. A empresa não valoriza o comércio sergipano”, acusou Sérgio Alves.

A manifestação contou com o apoio de alguns sindicatos, a exemplo do Sindicato dos Trabalhadores em Mineração, (Sindiminas), representado pelo 1° secretário Gilson dos Santos, que falou da importância em unir as forças. “Trabalhadores unidos, independente do setor é sempre importante, porque fortalece as lutas e sensibiliza a sociedade, para as questões relevantes”, declarou Gilson.

Quem também demonstrou o apoio a luta dos eletricitários foi a Central Única dos Trabalhadores (Cut), onde segundo o presidente, professor Dudu, é preciso existir uma intervenção do Estado. “Uma estatal como essa deve ter no mínimo uma cláusula onde Sergipe seja valorizado, já que os

Representantes do Sindiminas participou da manifestação
lucros são tirados daqui. Acredito que os trabalhadores sergipanos precisam fazer parte desses lucros”, comentou o professor.

Explicações

De acordo com o assessor de comunicação da Energisa, Augusto Aranha, o Sinergia está fazendo uma série de pronunciamentos, que não procedem com a realidade da empresa. “De setembro há dezembro a empresa efetuou 22 demissões e 22 admissões, além do projeto menor aprendiz, onde trouxemos para a empresa 20 menores”, ressaltou Aranha.

O assessor também negou a acusação feita pelo sindicato, de que a empresa está acabando com

Cut apoiou a mobilização realizada pelo Sinergia
setores importantes na sede da Energisa. “No setor de informática apenas um colaborador foi transferido para Minas Gerais, por decisão do próprio colaborador. E na área de transporte e materiais o que está acontecendo é uma reestruturação do setor, que foi desmembrado e o comando passou a ser nacional, onde inclusive o número foi aumentado”, explicou Augusto Aranha.

Com relação ao Call Center, Aranha explicou que todos os colaboradores continuam trabalhando. “Nos momentos de crise, onde existe um transbordo do atendimento, as ligações são transferidas para outra Unidade. Da mesma forma acontece nas outras, graças a toda tecnologia que temos”, relatou.

Segundo Augusto Aranha apenas o setor de faturamento, que está totalmente automatizado, teve o

Aranha diz que acusações não procedem/Foto:Arquivo Infonet
trabalho centralizado em uma Unidade. “As pessoas desse setor estão sendo remanejadas dentro da empresa. Então, essas acusações feitas pelo sindicato não procedem”, afirmou o assessor de comunicação.

Em relação as compras realizadas pela empresa, Aranha explicou que toda a aquisição é concentrada em um só lugar. “Sempre foi assim, nós fazemos as compras de acordo com os custos. Onde tiver mais barato a empresa efetua suas compras. No entanto é importante dizer que temos diversos fornecedores cadastrados em Aracaju, que nos prestam serviços”, comentou.

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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