Situação dos catadores permanece indefinida

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A reunião entre representantes dos catadores e os técnicos da Prefeitura de Aracaju e Fundação Zerbini terminou com duas versões. Para os trabalhadores do lixão, a situação continua crítica. “Todo mundo vai permanecer parado, os catadores não terão acesso ao local e eles afirmaram que não têm como formar uma nova cooperativa”, afirmou Edson Souza, representante dos trabalhadores. A PMA, por sua vez, informou que as discussões para a elaboração do projeto de inclusão social dos catadores resultaram em duas decisões imediatas: a primeira é que a Empresa Torre deve disponibilizar dois novos caminhões para a ampliação da coleta seletiva em Aracaju. A segunda é que serão disponibilizados cursos de artesanato para os catadores. “Eles pretendem ampliar a coleta seletiva – que é algo bom – mas isso, da forma como planejam, deve beneficiar, no máximo, dez pessoas. A Fundação Zerbini informou que tentará viabilizar a criação de hortas comunitárias e a distribuição de equipamentos de podagem, para o pessoal trabalhar como autônomo. Mas e o agora? O hoje? Nós desistimos de fazer uma reunião com o pessoal para evitar tumultos. Ficamos com medo de que eles ficassem revoltados e iniciassem um quebra-quebra. Mesmo assim o pessoal está pensando em fazer protestos”, informou Souza. Segundo Edson Souza, muitos dos catadores são pessoas que têm profissões, foram demitidas e não conseguiram ser re-inseridas no mercado de trabalho. “Temos pedreiros, ajudantes de pedreiro, cozinheiras profissionais, garçons, porteiros de condomínios, enfim, uma série de profissionais, de muitas áreas, que perderam seus empregos e só tiveram como sobreviver através do lixo. Elas só precisam de uma oportunidade”, explica.

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