Soldado da PM depõe e nega ter agredido as crianças

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Ferimento no joelho: família garante que são marcas das agressões do PM (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O soldado Igor, da Polícia Militar, acusado de agredir fisicamente duas crianças viciadas em crack [uma de 12 e outra de 13 anos] prestou depoimento nesta sexta-feira, 7, na Companhia de Rádio Patrulha. Ao capitão Hiran Rocha, comandante da RP, o soldado Igor negou envolvimento em espancamento e apresentou dois Boletins de Ocorrência registrados na Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) contra os dois garotos.

Ambos os BOs apresentam data do dia 29 de maio, nos quais o próprio soldado Igor revela tentativa de furto e ameaças de morte que teriam sido feitas pelas duas crianças que o acusam por prática de espancamento. De acordo com informações do capitão Rocha, em um dos Boletins de Ocorrência, o policial revela que os dois garotos teriam tentado furtar a bicicleta do filho dele, uma criança com dez anos de idade, e, no outro, o PM denuncia ameaça de morte supostamente feita pelos dois acusados.

De acordo com a versão do capitão Rocha, o soldado passava na rua quando ouviu um dos garotos alertar: ‘ele está armado, mas a gente mata ele assim mesmo’. Em seguida, ambos teriam atirado pedras contra o policial militar. A ameaça, na versão do capitão Rocha, teria surgido após o registro do primeiro BO pela tentativa de furto da bicicleta do filho do militar. E, na tentativa de proteger a própria família, o PM teria optado por registrar ambos os episódios em Boletim de Ocorrência.

Os documentos apresentados pelo policial militar e o depoimento dele foram encaminhados para a Corregedoria Geral da Polícia Militar, segundo informou o capitão Chaves. “Minha missão como comandante é ouvi-lo e encaminhar o termo para a Corregedoria para que se faça o procedimento investigativo”, declara o capitão Rocha.

Convicção

O capitão Rocha não acredita que o soldado Igor tenha praticado agressões contra as duas crianças. “Por ser um policial de conduta ilibada, que age com bom senso, tenho convicção que não houve agressão, mas tudo vai ser apurado”, diz o capitão. Quanto às marcas encontradas no corpo das crianças, o capitão acredita que elas tenham sido ocasionadas em outras circunstâncias. “Eles são usuários de crack e sempre entram em atrito”, observa.

O Portal Infonet tentou ouvir novamente a família das crianças, mas não obteve êxito. O Portal permanece à disposição da família.

Por Cássia Santana

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