Sub-procurador emite parecer favorável a Floro

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Polícia ainda não sabe o paradeiro de Floro
O subprocurador-Geral da República, Jair Brandão de Souza Meira, concedeu parecer favorável ao habeas-corpus que pede a nulidade do processo no caso Motinha. O parecer foi impetrado contra a decisão proferida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe, que não reconheceu a nulidade no processo penal movido contra Floro Calheiros Barbosa, por homicídio qualificado, quanto à citação por edital do paciente.

De acordo com o advogado da esposa de Floro, Evaldo Campos, “com o parecer de nulidade do processo, desde a citação, Floro poderia ser solto, se não tivesse fugido”.

O habeas-corpus foi impetrado pelo então advogado de Floro, Alexandre Maciel no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Procurado pela reportagem do Portal Infonet, Alexandre fez questão de lembrar não ser mais o advogado do agiota e que essa ainda não trata-se de uma decisão, mas de um parecer. 

“O procurador está opinando. Não existe uma decisão pela soltura ou não. Mesmo não sendo mais advogado de Floro, entendo que, quando se está preso e o processo é anulado, o acusado deve ser solto. É apenas um parecer, mas demonstra que a conduta de Floro ao fugir do Hospital São Lucas, foi completamente equivocada”, acredita Maciel.

Parecer

“No parecer emitido no último dia 04 de março de 2009, consta que seria necessária a expedição de mandado de citação, de modo que tivesse conhecimento prévio e detalhado da acusação, o que não foi o que aconteceu na presente hipótese, na qual o paciente foi simplesmente encaminhado ao juízo para interrogatório, de modo que é nulo o processo”.

Investigações

Floro Calheiros fugiu das dependências do Hospital São Lucas, em dezembro do ano passado, usando peruca e jaleco.  Até agora a polícia não sabe o paradeiro e as investigações prosseguem. Nesta quinta-feira, 12, haverá o interrogatório no Cope, da esposa do agiota, Marli Ramos.  Ela está sendo acompanhada pelo advogado Evaldo Campos. “Ela não participou da fuga de Floro.  Como mulher, ela o acompanhou, mas no dia da fuga ele determinou que ela fosse levar a mãe dele à Maceió”, ressalta.

Por Aldaci de Souza

 

 

 

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