Suspeito de falsidade ideológica admite crime à PF

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Suspeito de falsidade ideológica admite crime à PF (Foto: Divulgação/PF)

O homem suspeito de falsidade ideológica, preso nesta quinta-feira, 24, em uma operação integrada das unidades da Polícia Federal (PF) de Sergipe e Alagoas, prestou esclarecimentos ainda hoje e admitiu a autoria do crime.

O acusado, que forjou certidão de nascimento no nome de Jorge Luiz Godoy, alegou que seu verdadeiro nome é Jeová da Silva. A Polícia Federal afirmou que não é possível imputar a ele outras infrações, até o momento, e que levava uma vida normal em Aracaju. Nas oitivas, o acusado alegou que a infração serviria como uma tentativa de recomeço, já que teria sido processado injustamente, segundo ele, no estado de Alagoas.

Ainda no depoimento, informou que este nome é na verdade de seu ex-cunhado, que mora no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O verdadeiro Jorge Luiz, por sua vez, viu imagens do personagem fraudulento, e afirmou nunca tê-lo visto.

De acordo com o delegado Roberto Cury, chefe substituto da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF/AL, uma operação iniciada em 2010, em Alagoas, tentou identificar uma tentativa em massa de emissão de Cadastros de Pessoas Físicas (CPF) falsificados, inclusive o tal suspeito. “Posteriormente, em 2011, fomos informados de que ele havia conseguido. Nós o intimamos a prestar depoimento, no ano seguinte, e ele veio morar em Aracaju e não avisou a polícia ou à Justiça”.

Delegado da PF, Roberto Cury diz que investigação será reiniciada (Foto: Portal Infonet)

Nova vida

Com a nova identidade, o farsante obteve documentos como carteira reservista, título eleitoral, filiação em juntas comerciais, abertura de contas em bancos, constituição de empresas e registro de corretor imobiliário.

Cury informou ainda que a esposa do suspeito foi ouvida, que não sabia e demonstrou estar em choque com a novidade. “Ele disse que a única pessoa que sabia era sua mãe, que será ouvida em breve”.

O indiciado é natural de Campina Grande, na Paraíba, e tem aproximadamente 50 anos. Ele será levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal de Alagoas, e ficará à disposição da Justiça. “O inquérito será iniciado novamente, para confirmar sua real identidade, os processos que ele diz ser acusado e outros possíveis crimes”, diz o delegado.

Pena

A pena por falsidade ideológica na expedição de documentos públicos é de um a cinco anos de reclusão e pagamento de multa. Qualquer pessoa que tenha informações que possam ser cedidas sobre o caso, poderá entrar em contato com a Polícia Federal.

Por Victor Siqueira

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