Temendo violência, padre pede socorro para a comunidade do Manoel Preto

Padre relata medo de comunidade com ameaças de traficantes (Foto: Portal Infonet)
Homicídios, assaltos a mão armada, arrombamento a residências e ameaças à comunidade do Manoel Preto, localizada na Zona Norte da capital sergipana, tem preocupado o padre Anselmo, que atua na paróquia Ordem Missionária dos Padres e Irmãos Mauritanos. Segundo ele, uma disputa entre dois grupos rivais pelo comando do tráfico de drogas tem tirado a paz dos moradores.

“Já mandei oficio ao Ministério Público e à Secretaria da Segurança Pública [SSP], mas até o momento nada foi feito. Ontem [quarta-feira, 13] tentei falar com o secretário João Eloy, mas recebi a informação que ele tinha viajado; falei com um major que disse para que as pessoas façam um boletim de ocorrência. O problema é que todos estão assustados e ameaçados e temem ir até a delegacia e sofrerem represálias”, relata o padre.

“Há 15 dias uma família que teve a casa invadida por bandidos e essa mãe não sabe o que fazer porque o filho que estava na casa e não tem nada a ver com essa gangue, agora ele está sendo ameaçado”, relata padre Anselmo, salientando que os bandidos rodam no bairro ameaçando as pessoas.

“Eles ficam de moto, com aquelas descargas “pipocando” para confundir o barulho dos tiros. É uma situação desesperadora porque as famílias estão vindo á igreja e procurando ajuda, mas não posso fazer nada”, lamenta padre Anselmo, dizendo que como medida de diálogo afirma que vai tentar conversar com os traficantes para pedir paz.

A equipe do Portal Infonet conversou com o comandante do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam), Gilmar Santana. Ele informou que o Getam tem atuando em quase todos os bairros da capital. O capitão disse que tem sido solicitado para realizar várias operações, mas o efetivo é insuficiente para o grupamento e impede a ampliação do trabalho. O capitão destacou o esforço dos policiais e disse que vai continuar atuando de forma empenhada.

Na SSP, o assessor de comunicação Lucas Rosário mencionou que a Superintendência da Polícia Civil já tem conhecimento do pedido feito pelo padre e que a polícia já está atuando no local de forma ostensiva, com equipes de investigação infiltradas na comunidade. O assessor lembrou a importância de denunciar através do 181 e, em situação de flagrante, ligar no 190.   

Por Kátia Susanna

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