Tensão: agentes penitenciários fazem ato no Cadeião

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Agente reunidos dentro do Cadeião (Fotos: Portal Infonet)

Os agentes penitenciários realizaram na manhã desta sexta-feira 06, mais uma manifestação na Cadeia Pública Territorial de Nossa Senhora do Socorro (Cadeião). O ato acontece no dia de visitas e Polícia Militar foi acionada para realizar o procedimento de revista. O Batalhão de Choque foi acionado para conter os ânimos no Cadeião. A categoria, em greve há mais de um mês, alega que não houve avanços nas negociações.

De acordo o representante do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen), Getúlio Barbosa, não houve avanços na negociação e a proposta apresentada pelo Governo não agradou a categoria. “Eles ofereceram um subsídio que reduz o nosso salário e isso não vamos aceitar. Além disso, nós enfrentamos dificuldades para realizar o nosso trabalho”, diz.

“Ontem a gente teve que lidar com a rebelião sem equipamentos. Respiramos aquela fumaça produzida pela queima dos colchões”, reclamou outro agente.

Polícia Militar e Batalhão de Choque foram acionados 

O presidente Sindipen, Marcelo Soares, relata também que os agentes manterão a greve até que uma nova proposta seja apresentada. Ele alerta ainda, que o presídio está sob a responsabilidade da PM e do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). “A PM, que deveria estra cumprindo seu papel e protegendo o cidadão de bem nas ruas da cidade, está aqui fazendo o nosso trabalho”, observa.

A categoria luta por correção salarial e melhorias nas condições de trabalho, a exemplo de colete balístico que está vencido desde 2013, sistema de comunicação de rádio nas unidades e insuficiência de viaturas.

Sejuc

A assessoria de imprensa informou que a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) responsabiliza os agentes penitenciários pelos transtornos e considera a paralisação ilegal. A assessoria orienta as pessoas prejudicadas e que sofreram maus tratos a formalizar denúncia junto à Sejuc para que seja aberta sindicância contra os acusados.

Agentes paralisam atividades 

Por Eliene Andrade

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