Terceirizados bloqueiam acesso ao Tecarmo

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Acessos à unidade foram bloqueados
Funcionários terceirizados que prestam serviços a Petrobras em Sergipe fecharam todos os acessos ao Tecarmo, unidade da petrolífera localizada no bairro Aruana, em Aracaju. O motivo, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Alagoas e Sergipe (Sindipetro-AL/SE), é a falta de representatividade sindical desses trabalhadores.

De acordo com o diretor do sindicato, Dalton Francisco dos Santos, esses servidores já ganharam o direito de aderir ao Sindipetro perante a Justiça. Mas quem dificulta o movimento, segundo Dalton, é a Petrobras e a Transul, empresa a qual estão vinculados esses trabalhadores. “E o objetivo deles é um só: reduzir os custos do barril de petróleo”, acusa.

Servidores estão em greve desde 15/07
Falta segurança no trabalho, diz sindicato

Ao todo são seis mil funcionários que lidam com um trabalho extremamente perigoso, como limpeza de vasos de pressão, tubulações de alta pressão em temperatura e compressores de alta pressão, por exemplo. O sindicato fala que a Petrobras e a Transul não garantem segurança adequada aos trabalhadores e que esta seria mais uma estratégia para cortas custos.

“Hoje o custo de um barril de petróleo é U$ 15 e comercializado a U$ 70. Para reduzir custos vale tudo, inclusive os da segurança dos funcionários, que acaba pondo em risco também a vida da comunidade que vive perto do Tecarmo”, diz Dalton,

Toeta comandou os protestos
que reafirma que esse problema seria crucial para a petrolífera e a Transul serem contra a adesão dos terceirizados ao sindicato.

O Portal Infonet tentou contato com a assessoria de comunicação da Petrobras, mas ninguém foi localizado até o fechamento desta reportagem para comentar o assunto. A greve foi iniciada no dia 15 de julho e segue por tempo indeterminado.

Por Glauco Vinícius

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