Terceirizados da Petrobras estão parados há oito dias

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Em greve há exatos oito dias, trabalhadores terceirizados da empresa Petrobras que atuam no campo de extração do município de Carmópolis, no Leste sergipano, continuam de braços cruzados e os serviços seguem paralisados. A categoria reivindica melhorias salariais, bem como o pagamento de salários atrasados, referente aos últimos dois meses.

"Estamos reivindicando um acordo coletivo que os trabalhadores não têm, além disso, além do reajuste eles reivindicam várias coisas que a empresa não vem pagando, como o ticket alimentação, plano de saúde, e salário que está atrasado há dois meses?", disse o diretor do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe (Sindipetro), Edivaldo Leandro.

Ainda segundo Leandro, os 60 trabalhadores tentaram uma negociação com a empresa por diversas vezes. Como não conseguiram, eles alegaram que anunciaram por duas vezes a permanência da greve."A empresa não atendeu por duas vezes a nossa solicitação e manteve a proposta. Em função disso anunciamos com antecedência por duas vezes que manteríamos a greve", relata.

Paralisação

Na última sexta-feira, 21, um funcionário da Empresa de Montagem e Serviços Gerais (EPERCOM), ficou mais de 6h em cima de uma torre de petróleo no campo de extração de Carmópolis, no ancoramento da Torre sonda. Ele protestava pelo descaso da empresa com os servidores. O protesto ganhou a adesão de vários trabalhadores.

"Infelizmente, em todo este episódio de greve, a empresa nada fez para resolver a nossa situação. Por este fator a consideramos como a principal responsável e culpada por essa situação de precarização que passam os trabalhadores terceirizados. Nós já estamos debatendo e chamando a sociedade na última década, a questão da privatização e terceirização, os problemas decorrentes da terceirização vem crescendo a cada dia. Se os direitos não forem atrendidos, a greve será suspensa e lá na frente os trabalhadpres retornaram", ressalta.

Assembleia

Uma assembléia está marcada para ocorrer às 10h desta segunda, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Aracaju, entre categoria e empresa terceirizada, para definir uma possível solução para os petroleiros.

A equipe de jornalismo do Portal Infonet tentou contato por telefone com a empresa Epercom, mas não obteve êxito. A equipe encontra-se à disposição da empresa para receber as informações sobre o fato pelo tel (79) 2106-8000 ou jornalismo@infonet.com.br

Por Leonardo Dias e Kátia Susanna

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