TI: avanços e oportunidades

Taurion: desafios e inovações (Fotos: Portal Infonet)

As tendências e inovações tecnológicas foram tema de debate em evento promovido pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Secção de Sergipe (Assespro/SE), ocorrido no início da tarde desta quinta-feira, 14, em um hotel na Coroa do Meio. Representantes de cerca de 20 empresas participam do encontro, que conta com a palestra do executivo Cezar Taurion, technical evangelist da IBM, que abordou a temática “Perspectivas da Tecnologia da Informação (TI) na América Latina para os próximos cinco anos”.

Neste evento, os empresários tiveram acesso ao conhecimento sobre as novas tendências que se tornam verdadeiros nichos de oportunidades. Taurion fez uma reflexão sobre o momento e apresentou um panorama, pragmático – conforme o próprio palestrante fez questão de conceituar, das tendências tecnológicas, falou também sobre as oportunidades que surgem no mercado e ressaltou os desafios que a TI proporcionará nos próximos cinco anos.

Geilson Costa lembra os 100 anos da IBM

Para o technical evangelist da IBM, o maior gargalo no Brasil está relacionado à falta de qualificação da mão de obra. E o problema não estaria restrito, no seu entendimento, à área de tecnologia da informação. “Prova disso é a grande reprovação de bacharéis no Exame da OAB”, comentou, numa referência ao Exame de Ordem aplicado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para habilitar advogados no país. “Se fosse aplicar um tipo de prova similar em outras áreas, os resultados seriam os mesmos”, entende. “Temos um apagão de recursos humanos, falta profissionais qualificados em todas as áreas e este é o grande desafio do Brasil”, disse.

O olhar brasileiro está voltado para os dois maiores eventos esportivos que ocorrerão no Brasil: a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. Mas o olhar de Taurion é crítico e aposta que o maior desafio não é preparar uma estrutura para recepcionar os eventos, mas dotar o país de infraestrutura adequada para consolidar o desenvolvimento pós-eventos. “É fazer como fez Barcelona (Espanha) que se planejou para ser uma cidade pós-Olimpíada, e conseguiu”, diz.

Empresários prestigiam evento da Assespro

Para Taurion, os governantes brasileiros devem focar suas ações, neste momento pré-eventos, para dotar as cidades de infraestrutura que garanta a mobilidade urbana. “No Brasil vimos claros sinais de atraso, uns já perderam a oportunidade, mas para outros ainda há tempo de se fazer alguma coisa”, observa. “Poucas cidades possuem um Plano Diretor. Os governos têm que ter uma visão mais sistemática, a iniciativa privada tem que se envolver no processo e a sociedade tem que se manifestar mais proativamente para conscientizá-los, no sentido de atender as demandas”, ensina.

Taurion direcionou sua palestra em duas vertentes. No primeiro momento, ele destaca a praticidade e a forma de compartilhar informações – a internet das coisas, que seria basicamente a capacidade de se armazenar o maior número de dados possíveis em menor espaço. “Um instrumento conectando pessoas e objetos e ambos interagindo uns com os outros”, observa. “Os equipamentos móveis certamente criarão mudanças significativas nos hábitos do uso da computação, o que já é uma realidade”, entende.

E, no segundo momento, Taurion fez referência às redes sociais, enquanto instrumento integrante da base de estruturação das organizações. “As pessoas devem olhar com mais consistência as mídias sociais. Não são espaços para simplesmente trocar informações e postar fotos. As empresas devem ter uma utilização mais adequada das mídias sociais, que passam a ser a base de estrutura das organizações”, orienta.

Em entrevista ao Portal Infonet, Cezar Taurion destacou que a classe empresarial deve sempre estar antenada às inovações e encontrar nos avanços tecnológicos um grande aliado. “As empresas devem se adaptar às inovações, se antecipar às mudanças, sempre dar um passo à frente e se tornar inovador. O trem não espera. Outros já entraram nele e estão fazendo dinheiro”, brinca. “A empresa que diz que a tecnologia traz prejuízo já morreu e não sabe”, conceitua.

A abertura do evento foi feita pelo presidente da Assespro/SE, Roger Barros. A participação da classe empresarial no evento surpreendeu as expectativas dos organizadores. “Esperávamos a participação de 15 empresas, mas estamos com cerca de 20, o que demonstra que os empresários sergipanos estão sintonizados com os avanços tecnológicos”, avalia o presidente da Assespro/SE.

O executivo da área de expansão geográfica da IBM, Geilson Costa, também esteve presente e fez uma breve reflexão sobre os 100 anos da empresa e os constantes desafios para mantê-la consolidada.

Por Cássia Santana

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