Tiro em enfermeira atingiu a nuca e não a boca, confirma amiga

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Silvânia poderá ter alta médica ainda nesta quinta-feira, 10
O crime contra a enfermeira Silvânia Maria Góis Gomes, que está sendo investigado pela polícia, chama a atenção de amigos e parentes pela crueldade com que foi realizado. Após quase um mês internada a enfermeira relatou que estava caminhando na praia quando sentiu uma forte pancada.

A vice-presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Diana Luna, conta que a amiga relatou apenas que não teve abordagem e que o tiro foi desferido na nuca, e não na boca, como havia sido anteriormente divulgado em boletim médico.

Investigação

A linha de investigação permanece a mesma. O caso continua sendo acompanhado, mas a informação do delegado Jefferson Alvarenga, responsável pela apuração do crime contra a enfermeira Silvânia Maria Góis Gomes, de 30 anos, é de que somente na próxima semana a vítima deverá prestar um depoimento formal.

Saúde

Após 25 dias internada por conta do ferimento provocado pelo tiro, a expectativa de amigos e familiares é que Silvânia receba alta médica nesta quinta-feira, 10. A enfermeira se recupera em um hospital particular, localizado no bairro São José. A informação da vice-presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, é que o estado de saúde de Silvânia é considerado bom.

“Ela esta se recuperando bem, vai ter que usar colete para estabilizar a coluna cervical e passar por um processo de reabilitação oral. A maior dificuldade atualmente é a alimentação já que está sendo utilizada uma sonda”, relata.

Crime

A vítima foi atingida com um tiro no último domingo, 13. De acordo com a assessoria de comunicação do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Silvânia chegou às dependências da unidade com uma fratura de mandíbula e uma lesão na artéria carótida (artéria que leva o sangue ao cérebro). O projétil passou pelo lado da coluna e segundo os médicos, por pouco ela não morreu ou não ficou paraplégica.

Os médicos informaram ainda que a equipe médica no primeiro atendimento foi fundamental pelo sucesso da cirurgia. Após uma arteriografia, foi verificado que não houve lesão na artéria e que não ficará com seqüelas neurológicas.

Por Kátia Susanna

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