Tolerância Zero: Integrantes são convocados ao QCG

O clima esquentou nas dependências do Hemose (Foto: Portal Infonet)

Ninguém esperava, nem mesmo a direção do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), que doações voluntárias de sangue dessem tanto problema. No período da manhã desta quinta-feira, 12, o clima esquentou quando policiais foram doar sangue e depararam com o sub-comandante coronel Genário Santos [que teria ido impedir as doações para que os militares não tivessem direito à folga]. No final da manhã, os representantes das Associações Unidas foram convocados ao Quartel da Polícia Militar (QCG) para prestar depoimentos.

À princípio, a informação que chegou à redação do Portal Infonet, foi de que já tinha sido decretada a ordem de prisão aos representantes da Amese (Associação dos Militares do Estado de Sergipe), sargentos Edgard Menezes e Jorge Vieira. Mas, no QCG, relatos de policiais davam conta de foi apenas uma convocação.

“Ninguém entendeu o motivo desta convocação, pois a questão da doação de sangue não foi decidida na assembleia do último sábado, 14. Os policiais foram doar sangue normalmente como são acostumados”, afirmavam alguns policiais que se encontravam no pátio do QCG.

Após conversa de quase duas horas com o comandante da Polícia Militar de Sergipe, coronel Aécio Resende, os representantes da Amese foram liberados. Segundo o sargento Vieira, mostraram a preocupação com a população, mas também com  a categoria.

“Informamos que a decisão de doar sangue não foi tomada em assembléia e que a tropa está cansada de receber tratamento diferenciado. Mostramos também a importância da definição da nossa carga horária, principalmente pelo fato de a maioria da tropa já ter uma idade meio avançada”, ressalta.

Comando

A Assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe informou que não houve qualquer ordem de prisão e que não foram apenas os representantes da Amese que foram convocados, mas das Associações Unidas.

“Não houve decreto de prisão. Eles foram convocados juntamente com os demais para passar a situação do movimento, para que o Comando possa adotar medidas, no que se refere às possíveis faltas. E também para esclarecer a questão das doações de sangue, mas todos já foram liberados e já deixaram o QCG”, enfatizou o assessor de Comunicação, Capitão Charles Victor.

Por Aldaci de Souza

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