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| Trabalhadoras celebram o Dia da Doméstica (Fotos: Portal Infonet) |
Em Sergipe, já são cerca de 600 empregadas domésticas filiadas ao sindicato dos Empregados Domésticos de Sergipe (Sedes). Desde a sua fundação em 1992, a entidade tem lutado de forma intensa na defesa da organização da categoria das trabalhadoras domésticas, é o que afirma a presidente do sindicato, Sueli Maria de Fátima Santos. “Nosso trabalho é lento, contínuo, mas, persistente. Ainda temos muita luta pela frente, mas a categoria é forte e só tem a crescer”.
No dia em que se comemora o dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, as trabalhadoras sergipanas se reuniram para lembrar a história, as conquistas e a luta da categoria. Em Sergipe, foi aprovado pela Assembleia Legislativa, o projeto de lei de autoria da deputada Ana Lúcia, que institui o Dia Estadual da Trabalhadora Doméstica. “Esse dia só tem a reforçar nossa luta, e a busca pelas conquistas da categoria”, disse Sueli Maria.
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| Maria Sueli diz que a luta é persistente |
Durante a celebração, a presidente do Sedes, destacou alguns anseios que a categoria tem reivindicado, Maria Sueli descreve ainda como injustiça, o fato de que desde 1988 na mudança da Constituição Brasileira, o artigo 7º assegura todos os direitos, exceto para os trabalhadores domésticos. “Todas as categorias estão lutando pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário. O empregado doméstico até hoje não tem a jornada de trabalho. Se tivéssemos a nossa jornada definida, teríamos tempo para estudar”, disse.
Outro aspecto apontado por ela, é que a categoria também não tem direito ao seguro desemprego nem ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Trabalhamos também pela regulamentação desses direitos que deviam ser iguais a todos os trabalhadores. Merecemos um trabalho adequadamente remunerado e com condições”, ressaltou.
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| Nildinha acredita nos seus direitos |
A empregada doméstica Nildinha de Jesus Santana, trabalha como empregada doméstica há dois anos, e viu no sindicato uma maneira de ter assegurado seus direitos como trabalhadora. “No sindicato ninguém fica sem emprego, sempre tem gente procurando. Procurei a filiação porque quis a garantia de que meus direitos sejam efetivamente cumpridos”, revelou.
A celebração Nacional da Trabalhadora Doméstica contou ainda com o lançamento do Jornal da Trabalhadora Doméstica do Estado de Sergipe. O jornal irá abordar o cotidiano, as reivindicações e a luta pelos direitos das trabalhadoras.

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