Triplo homicídio ocorreu por engano

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Os dois homens foram presos e confessaram que mataram por engano Fotos: Portal Infonet

Na manhã desta segunda-feira, 24, a polícia civil sergipana contou detalhes sobre a prisão de três ciganos suspeitos de cometerem um triplo homicídio no dia 15 de abril desse ano na capital sergipana. De acordo com a polícia, eles foram presos no último final de semana em um condomínio de classe média, na cidade de Lauro de Freitas, Bahia.

Os ciganos presos foram identificados como Valdomiro Alves, de 26 anos e Genivaldo Alves de Oliveira, conhecido como “Gene”, de 37 anos. Um terceiro homem que também foi preso não teve a identificado divulgada. Segundo a polícia, apesar da prisão, a participação do homem ainda está sendo investigada.

O delegado André Baronto que coordenou a operação, disse que os homens não esboçaram reação durante a prisão. André Baronto conta que foi montada uma barreira para impossibilitar a fuga e quando os policiais entraram na residência encontraram cerca de 20 pessoas da mesma família. “Quando eles

A polícia apreendeu as três armas usadas durante o triplo homicídio
cometeram o triplo homicídio fugiram e se espalharam por vários locais, depois conseguiram alugar essa casa em Lauro de Freitas e voltaram a ficar juntos”, explica o delegado, salientando que as três armas usadas durante os homicídios -dois revólveres calibre 38 e uma pistola 380 – foram apreendidas dentro da residência.

Morte por engano

Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), André Gouveia, desde o início das investigações que a polícia trabalha a tese de vingança. André Gouveia enfatiza que os crimes foram cometidos porque os ciganos queriam vingar a morte de Odeir Alves de Oliveira. O delegado ressalta que os homens presos planejaram o triplo homicídio, mas acabaram matando por engano.

O delegado André Gouveia explicou os detalhes das prisões 
“Depois que cometeram o assassinato eles souberam que tinham se enganado porque a intenção era matar os parentes do homem que matou o cigano Odeir”, afirma o delegado, deixando claro que durante depoimento os ciganos já confessaram os crimes e que o inquérito será remetido à Justiça em dois dias.

Procurado

A polícia ainda procura um quarto homem que também teve participação direta no triplo homicídio. A identificação não foi divulgada, mas a polícia realiza diligências e pode prender o acusado nas próximas horas.

Questionado sobre o triplo homicídio ter relação com o assassinato do cigano Evangelista Alves que aconteceu no dia 27 de abril, o delegado disse apenas que pode ser que tenha relação, mas não existe comprovação até o momento.

Por Kátia Susanna

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