Um número que pode salvar vidas?

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A cada 40 segundos alguém, em algum lugar do planeta, tenta se matar. A informação é da Organização Mundial de Saúde. No Brasil, o suicídio foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública. O ato mata mais que a violência e os acidentes de trânsito.

 

É pensando em evitar que mais casos engordem as estatísticas que existe uma instituição denominada Centro de Valorização da Vida (CVV). O Centro possui 57 postos distribuídos pelo país, é apolítico e não está vinculada a nenhuma religião.

 

Provavelmente muitos nunca ouviram falar na entidade, existente no Brasil há quase 45 anos. Mas, o Centro consegue, através de um número de telefone, salvar vidas. Preencher os momentos de solidão, angústia e desespero com afeto e apoio à vida é o objetivo desta instituição, que está sendo implantada em Sergipe.

 

Os números telefônicos do CVV espalhados pelo Brasil, ocupam a sexta posição dos mais discados no país. “A cada 33 segundos alguém está discando um número do CVV. É um número através do qual as pessoas procuram um espaço de abertura para conversar. Primeiramente a gente apenas ouve, pois essas pessoas estão precisando apenas ser ouvidas. Depois, o voluntário constrói um canal para a pessoa se auto-perceberem”, explica Graça Cavalcanti, Coordenadora do Comitê de Implantação do CVV em Sergipe.

 

O Centro funcionará no Estado através de um número de telefone gratuito (0800). É para esse número que os indivíduos devem ligar a fim de receber apoio, ou mesmo como um canal de desabafo. A pessoa não precisa se identificar. O sigilo e o anonimato são preservados.

 

A entidade funcionará com voluntários, contato que sejam maiores de 18 anos. Todos os candidatos participarão de um curso de capacitação e terão acompanhamento contínuo de psicólogos. Os interessados podem se inscrever pelo site do CVV

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