Urânia: mulher foi morta para não delatar tráfico de drogas, diz SSP

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Investigação mostrou que mulher foi morta para não deletar membros da associação criminosa (Foto: SSP)

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 16, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) apresentou o desfecho das investigações referente a morte de Urânia Guimarães Oliveira. Segundo a SSP, a mulher foi morta para que não delatasse alguns membros envolvidos no tráfico de drogas do município de São Cristóvão.

Urânia havia desaparecido no município de São Cristóvão, onde residia, em fevereiro deste ano, e seu corpo foi encontrado cerca de dois meses depois enterrado numa área de praia do município da Barra dos Coqueiros. “A investigação constatou que o crime não tem relação com uma suposta denúncia de maus-tratos”, relatou a delegada Thereza Simony, que está à frente do caso.

De acordo com a delegada, o relatório final significou uma reviravolta, pois a alegação de que a morte da Urânia foi provocada por uma denúncia feita pela vítima não se comprovou. “Durante as investigações, a Polícia Civil recebeu um Disque-Denúncia, sendo que um deles indicava que Adriane Ribeiro Cardoso, conhecida como ‘Ane’, era a mandante do assassinato de Urânia e de que ‘Ane’ teria um relacionamento com o traficante Iago, que está preso no Presídio de São Cristóvão”, destaca.

Ainda de acordo com a denúncia, Urânia também era envolvida com o tráfico de drogas e com a associação criminosa de Iago Santos Oliveira. “Durante a investigação foi comprovado que a Urânia e Adriane guardavam droga para o traficante Iago cujos comparsas são Luiz Gustavo Oliveira da Silveira, Igor José dos Santos e Robson Chagas Ramos”, relata a SSP.

Segundo a delegada, “os comparsas de Iago arquitetaram a morte de Urânia temendo que ela delatasse o comércio ilegal de drogas promovido pela associação criminosa”. Simony diz ainda que “Urania, assim como Adriane, guardavam maconha de Iago nos quartos onde moravam numa vila em São Cristóvão. Iago pagava o aluguel de Adriane e dava maconha para Urânia, pois ela era usuária”.

Indiciados 

De acordo com a SSP, foram indiciados pelos crimes de homicídio e associação criminosa Iago Santos Oliveira, Igor José dos Santos Santana, Robson Chagas Ramos e Luiz Gustavo Oliveira da Silveira. “Luis Gustavo e Iago Santos participaram do crime como articuladores e Igor José e Robson como os executores da morte de Urânia. A mulher que havia sido presa, Adriane, não foi indiciada pois a Polícia Civil ainda aguarda provas técnicas no âmbito do procedimento investigativo”, resume o órgão de Segurança Pública.

Por fim, a SSP salienta que as testemunhas ouvidas e as demais provas técnicas coletadas “evidenciaram que o crime de homicídio foi praticado em razão do tráfico de drogas e não pela denúncia que a vítima supostamente fez as autoridades municipais de São Cristóvão sobre maus tratos”, conclui a SSP.

por João Paulo Schneider
Com informações da SSP

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