Uso de anabolizantes será discutido no MP

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O uso de anabolizantes em academias sempre ocorreu no Estado, mas apenas após a morte de um adolescente as autoridades começaram a dar a atenção necessária para o problema. Nesta quarta-feira, dia 29, o tema será discutido pelo Ministério Público Estadual, que irá abordar o uso indiscriminado do produto entre os jovens e, em especial, adolescentes que freqüentam academias de ginástica.

O objetivo do Ministério Público é, a partir da reunião, articular as primeiras ações de uma campanha educativa para conscientizar os jovens sobre o problema. A iniciativa também combaterá a venda ilegal do produto em farmácias e dentro das academias. A audiência tem início a partir das 9 horas, na sede do órgão, com o promotor José Lucas da Silva Góis e com a promotora Miriam Cardoso Machado.

Anabolizantes são drogas que estimulam o desenvolvimento e o crescimento dos músculos. De acordo com Waldemar Marques Guimarães Neto, autor do livro “Musculação – Além do Anabolismo”, os músculos são formados por proteínas de diversos tipos. As proteínas são formadas por aminoácidos, obtidos através de outras proteínas que são ingeridas ou que são sintetizados pelo próprio organismo.

“Quando ingerimos proteínas, estas são quebradas em aminoácidos os quais acabam sendo reconstituídos em nosso corpo de acordo com a nossa necessidade, se comermos mais proteínas do que precisamos, o excesso acaba se transformando em gordura, é bom salientar”, diz Waldemar. Dentro de cada célula, existem receptores celulares ativados por moléculas de testosterona, hormônio responsável por estimular a síntese protéica e a formação da massa muscular e outros processos.

O autor do livro informa que os receptores celulares da testosterona estão presentes na massa muscular, nos folículos capilares, nas glândulas cebáceas, e em várias outras glândulas e no cérebro, por isso, os efeitos da aplicação do hormônio são graves e se estendem a vários órgãos. Entre os efeitos mais graves dos anabolizantes estão
enfartes; derrames cerebrais; baixa no sistema imunológico; hepatite e degeneração cística do fígado; câncer da próstata; esterilidade durante o uso e impotência com a interrupção do uso; aumento da glândula mamária; interrupção do crescimento natural dos adolescentes; hipertrofia do clitóris, na mulher e atrofia dos testículos, no homem; agressividade e depressão.

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