Veja ações gentis para valorizar o trabalho dos entregadores de apps

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Young African delivery man riding electric scooter and delivering food or packages. Over the shoulder view of him delivering package to customer.

Na luta pela conquista de diversos direitos trabalhistas, os motoboys que trabalham com entrega via aplicativos também estão na linha de frente da doença. Desde que os bares e restaurantes fecharam as portas, os entregadores se tornaram a ponte entre a tão esperada refeição e o cliente. Segundo a consultora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Rubimara Pinheiro, ações de gentileza vindas de empresários e clientes são de grande ajuda para o reconhecimentos da importância dos motoboys nesse tempo de isolamento social.

No tocante à relação dos entregadores com os clientes, Rubimara orienta que seja pautada na compreensão e paciência (Foto: arquivo pessoal)

“Em consultoria com empresários nós dissemos que os entregadores têm que participar da filosofia da empresa”, afirma a consultora Rubimara Pinheiro. Segundo ela, é preciso agir com empatia e gentileza. “Os gestos simples são muito importantes, como oferecer um copo de aguá ou suco”, salienta.

Ainda segundo ela, os entregadores são uma parcela da empresa, ou seja, uma extensão da própria filosofia da empresa. “É preciso que eles sejam instruídos em relação as medidas de saúde a tomar. Oferecendo itens de segurança, como álcool em gel e máscara, se preciso for”, salienta. “A cortesia e a comunicação são fatores que agregam e criam um sentimento de satisfação pessoal”, assinala.

No tocante à relação dos entregadores com os clientes, Rubimara orienta que seja pautada na compreensão e paciência. “Todos nós somos passíveis de erro”, pontua. Ela destaca também que é preciso uma comunicação sempre eficiente. “Pelo aplicativo é possível escolher o tipo de entrega, por exemplo. Ou seja, se ela terá ou não contato físico”, assinala.

A consultora diz ainda que é preciso atenção de alguns clientes para não exigir demais dos outros e esquecer de si. “É importante o uso de alguns itens de segurança, como máscara, para as entregas com contato físico. Só que muitos clientes acabam não usando”, pontua. “O mais simples é cada um fazer a sua parte. Afinal, todos estão com o mesmo objetivo: combater o vírus”, assinala.

por João Paulo Schneider 

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