Velório de Cleomar Brandi é marcado por homenagens de amigos e familiares

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Amigos de Cleomar seguiram o desejo dele quanto ao velório (Foto: portal Infonet)

O velório do jornalista Cleomar Brandi está ocorrendo como ele sempre pediu aos amigos: com violão, samba e cachaça, da maneira boêmia que ele vivia. Brandi, que faleceu na tarde deste domingo, 17, recebe as últimas homenagens de familiares, amigos e colegas de profissão no cemitério Colina da Saudade, onde será sepultado às 16h desta segunda-feira, 18.

Aos presentes no velório foi distribuída a crônica ‘A Última Saideira’, de autoria do jornalista, em que ele relembra momentos e pessoas marcantes de toda a vida. Um dos irmãos de Cleomar Brandi, o também jornalista Chico Ribeiro Neto, comentou da lição de vida que muitos absorveram ao conviver com ele. “Uma amiga certa vez nos disse que ele ganhou da vida de goleada; outra, que é médica e vive em Salvador, disse que depois de conhecê-lo toda e qualquer dificuldade poderia ser resolvida”, lembra.

Cleomar Brandi deu lição de vida e tinha como missão ensinar (Foto: César de Oliveira)

Para o amigo Gilson Sousa, as lembranças serão muitas, mas o maior legado de Brandi serão os ensinamentos. “Ele deixou um legado fantástico e a mensagem de lutar sempre, de ser honesto consigo mesmo, ser companheiro e ter a certeza de que você fez a coisa certa, quando você fez a coisa certa. Ele tinha como missão ensinar”, relata.

Marta Anjos, jornalista e escritora, diz que o mais importante dos ensinamentos de Cleomar Brandi foi o respeito aos amigos. “Ele nos ensinou como ser o melhor amigo do mundo; ensinou que ser amigo é respeitar defeitos e ressaltar as qualidades. Ele era muito querido”, completa.

Cleomar Brandi morreu às 16h no Hospital Primavera, onde estava internado desde junho. Nascido no dia 18 de janeiro de 1946, na cidade de Ipiaú, Bahia, era filho de Waldemar Brandi (já falecido) e Cleonice Ribeiro Brandi, com quem morava.

A mãe do jornalista, com quem ele vivia, esteve ao lado do caixão

A atuação no jornalismo começou no Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), quando foi aprovado em um concurso público, em primeiro lugar. Cleomar mudou-se para Aracaju para compor a equipe que colocaria no ar a única emissora de televisão pública do Estado, a TV Aperipê, onde ainda atuava.

Brandi também trabalhou na TV Sergipe, na TV Jornal, na Delmar FM, no Jornal de Sergipe, na TV Caju e, também atualmente, no Jornal da Cidade. Ele foi correspondente da revista Veja durante dois anos e atuou na diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

Em 2009 ele lançou ‘Os segredos da Loba’, uma coletânea de textos escritos durante os 32 anos de jornalismo.

Cleomar é único e além de deixar uma crônica de despedida  (leia arquivo abaixo), também deixou a festa paga no bar do Camilo.

A última saideira – Por Cleomar Brandi

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