Vigilantes continuam paralisados no Cenam e Usip

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Vigilantes paralisados na porta do Cenam  (Fotos: Portal Infonet)

Os vigilantes que prestam serviços ao Centro de Atendimento ao Menor (Cenam), da Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip) e da Fundação Renascer. O motivo da paralisação se deve ao atraso no pagamento dos funcionários.

Os vigilantes são funcionários da empresa terceirizada Brava – Segurança e Vigilância Patrimonial. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindivigilantes), Reginaldo Gonçalves, 110 profissionais entraram em greve e não tem previsão de retorno às atividades.

“A gente entrou em contato agora de manhã com a empresa e ela disse que hoje faz o pagamento desse pessoal, mas como ela já prometeu que desde segunda pagava e não pagou, a gente está sem acreditar e querendo que o salário entre na conta para a gente voltar a trabalhar. Estamos com os últimos cinco meses recebendo atrasado e você deve pagar sempre até o quinto dia útil, mas a gente só recebe depois do dia 10. Estamos sem aguentar essa situação porque temos obrigações a cumprir está se criando uma bola de neve que não é nossa”, afirma Reginaldo.

Reginaldo (à dir) acrescenta que a categoria aguarda o pagamento dos salários 

Reginaldo acrescenta ainda que a situação na unidade pode piorar. “Lá dentro já passaram o rádio que eles já estão se engalfinhando. A alimentação entra normal porque tem os agentes que fazem os serviços, só que eles são poucos para tanta ala. A brava é que faz a parte pior que fica de frente pro detento, recebe ovo e café quente na cara e somos ameaçados a todo o momento.  A gente entende que o nosso vínculo empregatício é com a Brava, mas a Fundação é solidaria e tem que honrar com o compromisso dela”, pede.

Brava

O diretor comercial da Bravo Norman Araújo, informou que mesmo sem receber o repasse da Fundação Renascer, a empresa honrará com seus compromissos e vão fazer o pagamento dos funcionários.

Ele acrescenta que há cerca de três meses a Fundação está sem fazer o repasse à empresa equivalente a R$ 1,3 milhão, mas até agora nada. “A brava tem mais de 800 funcionários e sempre realiza o pagamento, mas este mês não teve como a gente continuar tirando de outros contratos. A gente está sendo penalizado porque depende de repasse. A empresa tem o ônus de repassar o pagamento dos funcionários e fez isso até hoje, mesmo sem receber da fundação. A gente não tem problema em pagar, mas depende desse repasse. A situação foge da nossa razoabilidade porque já são 90 dias de atraso no pagamento e a imagem da empresa está sendo maculada sem que a gente tenha culpa”, informa Norman.

Fundação Renascer

De acordo com a assessoria, a Fundação Renascer, está no aguardo do repasse de recursos da Secretaria da Fazenda (Sefaz) para que a verba seja liberada e o pagamento de salários seja efetivado.

Por Aisla Vasconcelos

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