Volta às aulas na UFS

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Alegria para uns, tristeza para outros, as aulas na Universidade Federal de Sergipe recomeçaram hoje. Apesar dos transtornos causados pela greve que interrompeu o semestre, os professores devem realizar um esforço sobre-humano para tentar repassar o conteúdo a tempo; e os alunos, para não enlouquecerem com a quantidade absurda de trabalhos e provas atropeladas.

 

Uma das maiores reclamações dos estudantes é que, ao fim de cada greve, os professores tentam recuperar o tempo perdido através de trabalhos e provas. Mas acontece que, a grande quantidade de tarefas repassadas acaba confundindo o aluno e causando mais problemas que satisfação. A tentativa de repassar o conteúdo dessa maneira acaba resultando em transtornos e dor de cabeça.

 

Para a estudante de jornalismo, Danielle Azevedo, o fim da greve é um alívio. “Pelo menos, agiliza para mim, porque já estou no 7º período e falta apenas um semestre para me formar. O problema é que todo mundo quer recuperar o tempo perdido e a redução do tempo para se passar o conteúdo acaba prejudicando todo mundo”, desabafa a estudante.

 

Já Ana Cristina Matos, também do mesmo curso e período, os professores “entraram em greve e um mês depois estão saindo. Não houve seriedade no movimento. Se houvesse, a greve dos professores não teria acabado tão rápido”. Para ela, a greve não prejudica o conteúdo das aulas, mas acaba atrasando o curso. “Vamos demorar mais tempo para nos formarmos. A quebra no período acaba desanimando o aluno e quebra o ritmo de estudo”, diz.

 

Essa é a grande reclamação dos alunos em relação às greves, o atraso no curso. A maioria da comunidade universitária apóia os movimentos dos servidores e professores, mas quando o movimento costuma ser sério e ativo. A realidade é que nem todos os funcionários mergulham no movimento, o que acaba fazendo com que a greve perca a força.

 

Danielle pensa que qualquer luta é válida, mas quando é feita de forma séria e objetiva. “Apoio uma greve séria, e não uma greve de tirar férias. Acho que um movimento como este você deve encaminhar com seriedade, para mudar o que se deve mudar. As propostas da classe devem ser voltadas para a sociedade como forma da última saber porque a greve existe e quais os problemas da UFS. Acho que não houve publicidade a respeito disso nessa última greve” afirma a estudante.

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