30 anos de Encontro Cultural

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Há 30 anos nascia o Encontro Cultural de Laranjeiras. A cidade, uma das mais antigas do Brasil, é considerada berço da cultura afro-brasileira e representante viva de várias manifestações folclóricas. Hoje foi o primeiro dia do evento, que perdura até o domingo. Até lá, pesquisadores do folclores de várias regiões do país foram convidados para discutir questões relativas ao folclores e à cultura popular.

 

Um deles foi o presidente da Comissão Pernambucana de Cultura e ex-presidente da Comissão Nacional do Folclore, Roberto Benjamim. O Portal InfoNet realizou uma entrevista exclusiva com o folclorista, que estará presente na cidade durante os quatro dias de festa. Acompanhe.

 

PORTAL INFONET – O que mudou desde o primeiro Encontro até hoje?

Roberto Benjamim – Estive presente desde o primeiro Encontro Cultural Laranjeirense. Todo os anos acompanho de perto as edições do Encontro e de lá até hoje houve um processo de valorização das manifestações populares, porém, vemos a interferência da cultura de globalização aqui no evento.

 

INFONET – Como esse fenômeno pode ser observado?

RB – A prefeitura vem trazendo bandas e músicas que estão em voga na mídia. Acho que este tipo de produto é dispensável para o evento, pois acabam competindo com o espaço destinado aos grupos folclóricos. Eles poderiam promover essa manifestação da  cultura de massa em outra data.

 

Vista aérea da cidade de Laranjeiras
INFONET – O que o senhor pensa a respeito da conservação do patrimônio histórico da cidade?

RB – Eu acho que a conservação do patrimônio cultural material da cidade está evoluindo, mas em relação às manifestações populares e grupos folclóricos, estes ainda não recebem a devida importância. É importante ressaltar que a Festa de Reis de Laranjeiras é uma das mais importantes do país e merecia uma valorização maior por parte das autoridades locais.

 

INFONET – Como o senhor acha que este tipo de evento contribui para a valorização da cultura local?

RB – A presença dos pesquisadores de fora do Estado representa a valorização das manifestações locais, porque provoca a discussão de temas referentes ao folclore e, conseqüentemente, a conservação dos grupos e da cultura laranjeirense.

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