Adelmário Coelho recebe título de cidadania aracajuana

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Adelmário: "Estado tem me dado respaldo" (Fotos: Portal Infonet)

Presença recorrente dos eventos de forró sergipanos há mais de 17 anos, o cantor baiano Adelmário Coelho recebeu na noite desta terça-feira, 22, o título de cidadania aracajuana da Câmara Municipal de Aracaju. O evento aconteceu na própria Câmara, que fica na praça Olímpio Campos, bairro Centro da capital.

“No início de minha carreira, eu escolhi Sergipe para estabelecer meu processo de consolidação. O Estado tem me dado respaldo. Estou muito honrado”, disse Adelmario. “Tenho muita gratidão ao povo de Aracaju e ao povo de Sergipe. É uma satisfação receber esse título de cidadão”, completou.

Na ocasião, diversos artistas estiveram presentes para homenagear o músico, como a itabaianense Amorosa. “Quem vem para somar não diminui”, afirmou a cantora sobre a nova cidadania do colega. Ela conta que um dos primeiros promovedores do trabalho de Coelho foi o artista plástico sergipano Félix Mendes, que o levou para o forró da rua de Siriri. “Hoje, Adelmario é uma presença fundamental na programação do Estado”, comentou Amorosa.

Amorosa e Adelmario Coelho

O forrozeiro Edgard do Acordeon, membro da Orquestra Sanfônica de Sergipe, diz ficar satisfeito com a entrega do título. Atuante na cena musical do forró há 46 anos, o músico acredita que hoje o ritmo não une apenas Estados nordestinos como Sergipe e Bahia, mas também esses a outras regiões do país. “O forró é muito forte. Está ligando não só o Nordeste, mas o Sul também. E lá não é só no São João, é o ano todo”, contou.

Segundo o autor do projeto, o vereador Ivaldo José, o título representa o reconhecimento de Aracaju à importância de Adelmário Coelho na preservação do forró. “Sua musicalidade preserva o forró autêntico, fomenta a cultura”, argumentou. Para José, o trabalho do músico tem peso também na economia. “Adelmario toca aqui há muito tempo. Ele contrata músicos daqui e isso gera empregos”, disse o verador.

Biografia

O forrozeiro Edgard do Acordeon

Adelmário Coelho e Silva nasceu no distrito de Curaçá, na Bahia. Seu interesse pelo forró surgiu ainda na infância, ao ouvir artistas do ritmo tradicional. Mas, antes de ser cantor, serviu o exército, foi taxista e trabalhou como técnico de segurança do Polo Petroquímico do Estado por 20 anos.

O início da carreira aconteceu de forma amadora, quando começou a cantar em bares como o Uauá, na capital baiana. O primeiro LP, ‘No balanço do forró’, foi gravado em Caruaru depois de Adelmario receber incentivos dos amigos. O trabalho fez sucesso entre familiares e conhecidos, o que deu origem à gravação de outro álbum, ‘Não fale mal do meu país’. E foi aí que, a partir de um acontecimento inusitado, o trabalho do cantor passou a ser mais conhecido.

O ano era 1995. Gravado também em Caruaru, o novo disco de Adelmário precisava ser transportado para fora da cidade pernambucana. No caminho, entretanto, o carregamento tombou e foi saqueado – o que acabou ‘distribuindo’ o CD. Os novos donos gostaram do que ouviram, e o músico entrou num caminho ascendente que o fez conquistar o lugar de segundo CD mais vendido da Bahia em 2000, com ‘Adelmario Coelho Ao Vivo’.

A essa altura, ele já havia deixado o emprego no Polo Tecnológico e abraçado a carreira artística profissionalmente. Hoje, é conhecido pelas homenagens e referências a Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Trio Nordestino.

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