Aglaé Fontes fala sobre o Encontro Cultura de Laranjeiras

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De 5 a 8 de janeiro, Laranjeiras assumiu o posto de capital da cultura em Sergipe por ser o palco central da trigésima primeira edição do Encontro Cultura de Laranjeiras. Vários simpósios aconteceram, onde intelectuais e pesquisadores da cultura popular discutiram temas relacionados às manifestações populares; exposições temporárias e permanentes; apresentações dança, música e de grupos folclóricos.

 

Estudantes de vários estados do Brasil compareceram ao Encontro e puderam apreciar um verdadeiro show de cultura através das mesas-redondas, presididas por autoridades na área da cultura como a professora Aglaé Fontes e o historiador Luiz Antônio Barreto, desfiles de grupos folclóricos pelas ruas de Laranjeiras. Simpósios, mesas-redondas e grupos folclóricos a parte, a XXXI edição do Encontro Cultural de Laranjeiras trouxe à tona uma velha polêmica, a inclusão de uma programação alternativa que não tem nada a ver com o verdadeiro espírito do Encontro. Para falar sobre esse assunto, a equipe do Portal InfoNet entrou em contato com a professora Aglaé Fontes, que nos concedeu a entrevista.

 

Portal InfoNet – Como a senhora avalia o Encontro desse ano?

Aglaé Fontes – Veja bem, os simpósios foram de suma importância para se compartilhar informações relacionadas à cultura. Fiquei impressionada com a quantidade de estudantes de outros estados que compareceram ao Encontro.

 

InfoNet – Estudantes de quais estado vieram a Laranjeira?

A.F – Principalmente de Recife. Imagine, que uma aluna de Recife está fazendo sua monografia de conclusão de curso sobre o Encontro Cultura de Laranjeiras. Isso é simplesmente gratificante para mim, que já é o trigésimo Encontro do qual participo.

 

InfoNet – O que a senhora pensa a respeito da inclusão de shows de bandas de forró, arrocha e axé durante o período em que Laranjeiras respira cultura?

A.F – É uma situação delicada. A apresentação desse tipo de banda é uma verdadeiea regressão cultura. Não escondo de ninguém a minha indignação.

 

InfoNet – Com relação a quê?

A.F – A inclusão dessas bandas, sou totalmente contra. Existem outros dias para se comemorar a festa de Reis do município, que não seja durante o Encontro. Sou totalmente a favor que shows de Antônio Nóbrega, de grupos folclóricos, orquestras estejam presentes no evento cultural. Mas, de bandas de forró, arrocha e axé, não!

 

InfoNet – Qual o motivo que a prefeitura de Laranjeiras apresenta para a contratação desse tipo de atração?

A.F – Bom, eles dizem que é devido ao fato de o povo gostar. Simplesmente, por isso.

 

InfoNet – A senhora acha que, devido a esse tipo de show, o Encontro Cultural tende a acabar?

A.F – De forma alguma. O Encontro já cresceu bastante, hoje caminha com a próprias pernas.

 

Por Diego Bittencourt

Da Redação do Portal InfoNet

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