“Agosto de Nelson” fará leituras dramáticas de Nelson Rodrigues

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Primeira rodada de leituras ocorre na Casa Rua da Cultura
Há 30 anos morria Nelson Rodrigues, apontado como o maior dramaturgo brasileiro. Para lembrar a data, o núcleo de teatro do UFS organizou o ciclo de leituras dramáticas “Agosto de Nelson”, que começa nesta quarta feira, 25, às 19h, na Casa Rua da Cultura, na Praça Camerino. A entrada é franca.

“São três noites aqui na Casa Rua da Cultura e outras duas no Campus de Laranjeiras da UFS. Para nós, do núcleo de teatro, é um dever apresentar a obra de Nelson Rodrigues para o público sergipano e tentar entender um pouco desse gênio da dramaturgia brasileira que é nordestino e poucos sabem. Nelson foi montado milhares de vezes em vários países e o conhecimento da obra dele traz uma ótima bagagem aos atores”, explicou o coordenador da mostra, professor Roberto Laplagne.

Programação

Na abertura, tem o texto “Dorotéia”, dirigido por Roberto Laplagne com encenação do Grupo Caixa Cênica e atores convidados. Na quinta-feira, 26, tem “Anjo Negro”, dirigido por Tetê Nahas e encenado pelo grupo Oxente de Teatro. Na sexta-feira, 27, Lindemberg Monteiro e a Companhia Stutifera Navis apresentam ‘Viúva, porém, Honesta”. O baiano Celso Júnior, também professor do curso de Teatro da UFS, traz a leitura do clássico “Os sete gatinhos” e Flávio Porto encerra o ciclo de leituras trazendo a versão dele de “A Serpente”.

Sobre Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues foi o mais revolucionário personagem do teatro brasileiro, abrindo as portas à moderna dramaturgia do país. Percorreu, contudo, um árduo itinerário, marcado pelas tragédias familiares e pela crítica contraditória. Desde seu primeiro texto, “A Mulher Sem Pecado (1942)”, foi considerado ao mesmo tempo um imoral e um moralista, reacionário e pornográfico, um gênio e um charlatão, escandalizando, como nunca, o público e a imprensa especializada da época com seu teatro desagradável. Explorando a vida cotidiana do subúrbio do Rio de Janeiro, preencheu os palcos com incestos, crimes, suicídios, personagens beirando a loucura, inflamadas de desejos e agindo apaixonadamente, até matando, e diálogos rápidos, diretos, quase telegráficos, carregados de tragédia e humor. 

Fonte: Núcleo de Teatro da UFS

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