Anônimos da história serão homenageados

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Zé do Chalé, um dos homenageados / Foto: Divulgação
Durante o II Simpósio Anônimos na História sujeitos anônimos da História de Sergipe serão homenageados pelo Grupo de Pesquisa Culturas, Identidades e Religiosidades (GPCIR), organizador do evento. Um dos homenageados será escolhido por votação, que já está aberta no Portal Infonet, na seção enquete do Canal de Cultura.

 

O simpósio será realizado de 15 a 17 de agosto, no campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e em Japaratuba. O tema a ser debatido este ano será ‘Contiguiba: Os negros e seus senhores’.

 

Conheça a história dos anônimos sergipanos e escolha em quem votar:

 

Sr. Zé do Chalé – Nome verdadeiro: José Cândido Santos. Nasceu em 27 de outubro de 1902, no povoado Saúde, em Neópolis. Foi criado na Ilha de São Pedro, Porto da Folha, entre os índios Xocó. Tornou-se conhecido como marceneiro que sabia construir Chalés, substituído as Ocas tradicionais. Em 1958 migrou para a Aracaju em busca de trabalho. Com 70 anos, interessou-se pela arte na madeira, dedicando-se a confeccionar objetos que representavam o universo simbólico dos Xocó. Faleceu em 2007 com 105 anos de idade em Aracaju.

 

Um dos anônimos em entrevista /Foto: divulgação
D. Moça ou D. Mocinha – Nome verdadeiro: Maria José Matos dos Santos. Nasceu em 30 de junho de 1914. Fundadora e primeira presidente do sindicado das Lavadeiras de Sergipe. Lutou pelos direitos das lavadeiras de roupa em Sergipe, principalmente em Aracaju. Faleceu em 12 de junho de 2007, com 93 anos de idade. Foi uma mulher à frente do seu tempo, lutando pelos direitos de quem não tinha vez e voz na sociedade.

 

Sr. Antônio Soares Freitas – Nasceu no município de Capela, no dia 13 de abril de 1923 e mudou-se para Aracaju no ano de 1933, passando a morar na Rua São João desde então. Esteve envolvido em festejos juninos desde o ano de 1945. A partir do dia 13 de abril de 1980, tornou-se presidente do Centro Social e Cultural São João de Deus, no bairro Santo Antônio. Sucedeu Calazans, um dos porta-vozes das festividades juninas na Rua de São João. Assim como Calazans, tornou um incansável lutador pela preservação das festas da roça na capital sergipana.

 

D. Pureza – Nome completo: Maria Pureza dos Santos. Nasceu em 18 de maio de 1922 na Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro. Uma típica herdeira das religiosidades populares de Sergipe. Ela afirma que desde os 15 anos de idade recebeu de Deus a “graça de benzer”. Benze, por exemplo, contra mal olhado, espinhela caída e outros males do espírito. Reside no bairro 18 do Forte onde possui sua tenda que batizou de S. Jorge Guerreiro.

 

D. Nadir – O nome de Nadir está ligado às tradições da cultura negra em Sergipe, no povoado da Mussuca, município de Laranjeiras. Nesse povoado onde ela nasceu, desenvolveu-se um tipo de samba denominado parelha. Durante muito tempo, o pai de Nadir foi um dos líderes desse samba. Ele faleceu e a mesma o substituiu, quebrando uma tradição onde a liderança desse grupo ficava nas mãos masculinas.

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