Antônio Samarone diz que Luiz Antônio morreu injustiçado

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Antônio Samarone chora a perda do amigo (Fotos: Portal Infonet)

“Fazendo uma justa exceção à Universidade Tiradentes na pessoa do reitor Jouberto Uchôa de Mendonça, que reconheceu o valor de Luiz Antônio Barreto, boa parte da elite aracajuana o jogou aos pés. Ele morreu injustiçado. Essa crueldade como o trataram, contribuiu para apressar a morte dele”. O desabafo foi feito por um dos melhores amigos do jornalista e historiador, o ex-superintendente da SMTT, Antônio Samarone.

Visivelmente abalado, com a voz embargada e sem conseguir conter as lágrimas, Samarone esteve no Hospital Primavera para se despedir do amigo. Ele fazia parte do grupo de amigos [Jorge Carvalho, José Amilton Maciel e Aerton Silva] que todos os finais de tarde se encontravam em um café do Shopping Jardins para um bate papo descontraído com o historiador.

Jorge Carvalho, que também esteve no hospital no final da manhã desta terça-feira, 17, assim que soube do falecimento de Luiz Antônio Barreto, conta que o historiador foi seu editor no extinto Jornal Gazeta de Sergipe.

Jorge Carvalho: "Luiz Antônio era um irmão"

“Nós estamos aqui lamentando a perda de um grande intelectual, de muita importância para a vida brasileira. Luiz Antônio praticamente era um irmão meu. Foi uma pessoa a quem eu particularmente devo muito. Em 1974, trabalhamos na Gazeta de Sergipe. Foi o meu primeiro trabalho, era revisor e foi justamente Luiz Antônio que estimulou, me colocou para fazer cursos. Com ele aprendi a freqüentar o Arquivo Público, a Biblioteca Pública e o Instituto Histórico e Geográfico”, destaca Jorge Carvalho lembrando terem trabalhado juntos nas Secretarias de Educação e de Cultura.

Familiares

Para o filho de Luiz Antônio, Tiago Barreto, a família continuava na esperança da recuperação. “Mas somente no domingo de Páscoa, quando ele chegou a abrir os olhos, nada além disso, e nesta segunda-feira ele apresentou uma pequena melhora”, afirma.

Tiago Barreto, filho de Luiz Antônio

Pedrinho Barreto: "Deixou a sua marca"

O sobrinho Pedrinho Barreto também lamentou a perda. “Foi uma pessoa que deixou a sua marca como administrador, como historiador e para a família. Uma perda para a intelectualidade sergipana”, acredita.

Luiz Antônio Barreto completou 68 anos no último dia 10 de fevereiro. Deixa esposa  e três filhos.

Por Aldaci de Souza

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