Aracaju recebe o espetáculo Mulheres solteiras procuram

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O espetáculo acontece dias 31 de março e 1º de abril (Fotos: Portal Infonet)

Acontece em Aracaju neste sábado, 31, a comédia ‘Mulheres solteiras procuram’, com os atores globais Pitty Webo e Gustavo Leão.  O espetáculo também será apresentado no domingo, 1º de abril, no Teatro Tobias Barreto. No sábado a apresentação começa às 21h e, no domingo, às 20h.

O texto traz para o palco o cotidiano das solteironas – algumas até desesperadas – que se envolvem em situações hilárias em uma mistura do real com a ficção. A história mostra que a mulher dos dias atuais procura pela felicidade alcançada pela diversidade de caminhos que leva ao sucesso pessoal/profissional. O Portal Infonet entrevistou a atriz e diretora Pitty Webo que falou um pouco sobre os personagens e a reação da 'mulherada' no momento em que está assistindo à peça.

Confira, a seguir, os melhores trechos da entrevista:

Infonet – De onde veio à inspiração para compor os personagens?

Pitty Webo – Da vida real. Uso tudo o que acontece no cotidiano com amigas, conhecidas, situações minhas e tudo mais. Em um momento da peça, a gente fala sobre quem deve pagar a conta no primeiro encontro. A peça brinca com isso. A gente sabe que o homem até paga, mas é porque ele quer alguma coisa em troca (risos).

Portal Infonet – Qual o segredo para a mulher encontrar a felicidade?

Gustavo Leão e Pitty Webo

P.W – Cada mulher, na verdade, encontra em um lugar. Hoje em dia, a mulher não valoriza só o lar. Cada mulher dá um peso diferente a cada coisa, tem mulher que dá importância mais ao trabalho do que à família, mas de uma maneira geral a mulher tem liberdade pra resolver que peso ela quer dar pra cada papel crucial da sua vida,  porque ela não fica dependendo de um homem pra se sentir completa e feliz, não, hoje em dia não mais, ela pode ser muito feliz solteira, casada.

Infonet – Conte um pouco dos personagens?

P.W – Cada uma tem uma psicologia bem diferente da outra. Tem a Silvinha Serena que é uma pessoa totalmente neurótica, foi fazer yoga, meditação e acha que está curada das neuroses dela, mas a gente descobre que não, que é mais louca. Tem Aline uma garota super inocente, mas ao mesmo tempo ela é safada, ela é inocente porque acredita no homem, mas é uma safada. Tem a Sara que é uma menina que o namorado dela sumiu e ela também está enlouquecida. Tem a Marisa Maravilha que trabalha num programa de TV, mas que ela descobre que o ex-marido é gay. Tem a Lúcia que é a única personagem bonita que eu faço, que é uma mulher que não quer casar, não quer ter filho e que é uma solteira feliz e que acaba casando. Tem a fazendeira também que é a ultima personagem que também é inocente, é pura. Sabe aquelas mulheres esperançosas, sonhadoras… a peça traça um pouco o perfil de diversas mulheres. É difícil se encontrar totalmente em uma, mas você consegue se ver em vários momentos de todas elas.

Infonet – As mulheres estão mais exigentes?

P.W – Sim. Isso dificulta um pouco essa busca da felicidade plena, a mulher espera muito hoje do homem, ele tem que ser isso, tem que ser aquilo, tem que ser aquilo, porque ela virou uma super mulher e as mulheres que têm um leque mais aberto têm grandes amigos, têm outras coisas. Ela consegue ser mais feliz, é o que eu percebo.

Infonet – Qual é a reação das mulheres no momento em que estão assistindo a peça?

P.W – As pessoas ficam se cutucando e os casais também. Tem mulher que fala do marido. Quando vai um grupo de amigas que se conhece há muito tempo, elas sabem muito uma da vida da outra. É mais legal porque aí elas se cutucam mais, elas riem até mais juntas, elas dizem 'esse cara parece fulano', porque são situações muito próximas da realidade. Na peça, a gente coloca de uma maneira teatral, de uma maneira cômica, mas todas as situações ou você já passou ou uma amiga passou.

Infonet – O que o público sergipano pode esperar do espetáculo?

P.W – Muita risada. É uma peça que é pra todo mundo se divertir. Você sai muito mais leve, é um programa que vale a pena ir no primeiro dia, porque muita gente quer ver de novo e aí tem domingo pra repetir a dose. Quero dizer que a gente também tem twitter, facebook, pras pessoas procurarem a gente que a gente responde todo mundo (risos).

Por Aisla Vasconcelos

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