Ator Luis Carlos Reis promete reativar o Sated

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Luis Carlos Reis, renomado ator sergipano, irá presidir o Sated por três anos  
Depois de uma eleição pouco disputada e com um número total de 62 votantes o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Sergipe (Sated/SE) está de volta. A chapa ‘Transformar pela participação’ do ator Luiz Carlos Reis foi a vencedora e promete revitalizar o sindicato que há mais de dez anos está parado.

 

“Vamos começar o trabalho do zero. A nossa proposta inicial é trazer de volta o pessoal que está ausente”, explica Luiz Carlos Reis, presidente eleito para assumir o Sated/SE durante três anos. O número de sindicalizados atualmente é de cerca de 300 pessoas entre atores, técnicos de teatro, cenógrafos, dançarinos, modelos, e pessoas que atuam nas áreas de cinema e circo.

 

Um dos desafios de Reis será unir a categoria
Uma outra proposta do sindicato é conseguir um espaço para abrigar a sede própria, que hoje funciona provisoriamente numa sala anexa ao Teatro Atheneu. Além disso, Luis Carlos propõe fazer um mapeamento dos profissionais representados pelo Sated/SE e fiscalizar a contratação, a emissão de registros e os pagamentos de cachês.

 

“Estou muito verde ainda nessa história de sindicato, mas quero ver o que posso fazer pelos profissionais da área. É preciso que haja mais respeito pelo trabalho dos artistas do nosso Estado”, declara Reis. Ele afirma que tem muitas idéias para serem postas em prática, mas admite que não poderá fazer tudo sozinho. “Sei que esta classe é muito cheia de egos e que vai ser difícil realizar alguma coisa sem ter união”.

 

Outras gestões

 

Fundado há 16 anos, o Sated/SE representa uma categoria muito grande de profissionais em todo o Estado, e pelo seu histórico é pouco reconhecido pelo grupo. De acordo com Jorge Lins, primeiro presidente do sindicato e que disputou as últimas eleições, a categoria realmente não se sente representada pelo Sated. “Infelizmente o sindicato perdeu o valor e hoje é completamente distante e não consegue atrair as pessoas. Ele precisa se fazer mostrar”, afirma.

 

Para Isaac Galvão, atual presidente e que está à frente do sindicato há seis anos, o Seted tem dificuldade de caminhar por conta da “estrutura fragilizada”. Ele reconhece a desmotivação da categoria para participar efetivamente da busca por melhorias para classe e afirma “nenhum sindicato atinge 100%, isso é democracia. Ninguém é obrigado a participar. Tem gente que lava as mãos mesmo. Espero que este seja um novo momento e que o Governo dê o apoio necessário para retomá-lo”.

Por Carla Sousa

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