Bailarinos e coréografos são capacitados

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Oficina de dança (Foto: Fabiana Costa)

Capacitação. Este é um dos eixos de trabalho da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que busca em todos os seus projetos, inserir maneiras de capacitar ainda mais os fazedores da cultura sergipana. É com este intuito que a V Semana Sergipana da Dança, coordenada pela Secult e que acontece de 18 a 22 de maio, leva para os artistas quatro oficinas de formação, estimulando e proporcionando a eles experiências em novos caminhos da arte movimento.

O evento é uma realização da Secult, através do projeto ‘Sergipe em Cena’, e pelo Banco do Estado de Sergipe (Banese). A Semana de Dança conta ainda com o apoio da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Fórum Unificado de Circo, Dança e Teatro (Sated-SE) e CBDD-SE, Banco do Nordeste e Fundação Aperipê.

A iniciativa de realizar as oficinas surgiu do Fórum Unificado, que procurou a Secretaria de Cultura para assim viabilizar o projeto. A ideia era construir um quadro de pequenos cursos, que fossem ministrados pelos próprios grupos do Estado, e que servissem como intercambio de informações e de conhecimento entre as companhias novas e as mais experientes.

Sempre atenta às necessidade da classe, a Secult pôs em prática a ideia dos bailarinos. A secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, defende que não se pode construir uma política cultural sem manter profissionais engajados e antenados com o que acontece ao seu redor. Isso explica a pro atividade dos próprios grupos em pensar em oficinas e procurassem a coordenação do evento que elas se tornassem realidade.

“A dança é uma das mais belas expressões da cultura, e assim como nas outras vertentes precisamos fomentar sua cadeia, não apenas com apresentações, mas também com projetos de capacitação, especializando ainda mais seus agentes. Quando percebemos que temos uma cadeia produtiva tão organizada e disposta como a desses jovens artistas, que propuseram a realização de cursos, ficamos ainda mais satisfeitos, pois percebemos que estamos caminhando de mãos dadas com os verdadeiros realizadores da nossa cultura”, ressaltou a gestora.

Muitos participantes

As oficinas de capacitação iniciaram no último dia 1º de maio, com a oficina sobre Dança Popular Libanesa, ministrada pela Cia. Mayra Magno de Dança. Já neste domingo, 15, foi a vez da Cia. Contempodança, tratar sobre improviso do movimento e o que se pôde ver, durante as oficinas foi um misto de alegria e satisfação em todos os dançarinos presentes.

Para a bailarina Leila Nascimento, que atua há 15 anos na Cia. Contempodança, e que foi uma das ministrantes da oficina, o curso foi muito gratificante, pois não só ela, mas os outros colegas de grupo puderam passar um pouco dos conhecimentos em dança Contemporânea (que é sua especialidade) para os colegas da área.

“Foi muito emocionante, pois acreditamos que estamos contribuindo para o fomento da dança em nosso Estado. O mais legal é que abrimos 30 vagas e conseguimos atingir um número de 38 participantes, que são de diversas áreas como afro, dança de ventre, dança de salão, cultura popular, ballet e jazz, além de participantes de áreas afins como o teatro e a educação física. Acreditamos, dessa forma, que o conhecimento compartilhado hoje em nossa oficina será certamente multiplicado”, comemorou Leila.

Para aqueles que estavam presentes, o momento era de troca. Os motivos que levaram cada participante ao Teatro Tobias Barreto, em uma manhã chuvosa de domingo, eram muitos, mas era unânime a vontade de dividir e somar experiências, com cada bailarino, jovem ou veterano, presente na sala de ensaio.  “Como sou da área de dança popular, aproveitei a oficina para conhecer um pouco mais e relembrar algumas coisas da dança contemporânea que também gosto muito, mas que por ter me especializado em outra área, acabei deixando de lado”, explicou a professora de dança, do curso de educação física da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Meire Farias.

Para os jovens estudantes, do primeiro período do curso de Dança da UFS, Vanessa Carraro e José Elisson, a dança sempre foi uma escolha indiscutível da vida e participar mais ativamente do movimento em prol desta arte em Sergipe e tornou fundamental. “Atividades como esta são fundamentais para fomentar ainda mais o mundo da dança, possibilitando que pessoas que não tem alguma condição de fazer oficinas fora, o façam aqui e com qualidade”, disse Vanessa.

Elisson concorda com a amiga e ressalta que a oficina é também uma forma de estreitar os laços entre as companhias mais experientes e os jovens artistas. “Isso abre um leque de conhecimento para todos, afinal, não é sempre que se tem a oportunidade de participar de oficinas com grupos que já estão na área há certo tempo, e que possuem uma carreira sólida e reconhecida”, completou.

Próximas oficinas

Ainda dá tempo de participar das oficinas da V Semana Sergipana de Dança. As próximas etapas acontecerão no dia 29 de maio, com a Cubos Companhia de Dança, que irá ministrar a oficina ‘Brincando com o corpo’. Já no dia 5 de junho, a Espaço Liso Cia. de Dança, leva a oficina ‘Texto Corporal’, para os bailarinos de Sergipe. As inscrições são gratuitas e ficarão abertas até o dia de cada oficina respeitando o limite de 30 vagas por turma.

Além destes cursos, os municípios de Moita Bonita e Estância também estão no roteiro do evento. Nos dias 19 e 20, respectivamente, as cidades receberão a ‘Aula aberta de dança’.

Fonte: ASN

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