Bienal do Livro é atração do final de semana na serra

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A bienal acontece neste sábado, 29, em Itabaiana (Foto: Divulgação)

Neste sábado, 29, a Associação Atlética da cidade serrana de Itabaiana, será palco da cultura, leitores e escritores sergipanos. Essa é a II edição da Bienal do Livro de Itabaiana, um evento tão grandioso quanto os convidados. Advogado, aposentado do TRT da 20ª Região, colunista do Portal Infonet e membro da Academia Sergipana de Letras, Domingos Pascoal é um dos incentivadores da bienal.

O escritor conta que o evento nasceu com a pretensão de mostrar e buscar o que existia na literatura e nas manifestações artísticas da cidade e de outros municípios adjacentes.

“A ideia, por ser muito boa, teve ruidosa receptividade, exatamente, entre aqueles que fazem os saberes daquela cidade, pois funcionou como um despertar da intelectualidade local e, porque não dizer, do Estado de Sergipe. Somente isso já seria o suficiente para estimular uma nova versão dois anos depois”, diz Pascoal que reconhece a importância do historiador Luiz Antônio Barreto.

“Porém, algo, melhor ainda aconteceu quando outras pessoas acreditaram na belíssima ideia do acadêmico e historiador, Luiz Antônio Barreto de criar, em alguns municípios, “Os grupos de saberes locais”. Em Itabaiana, já existe, há uns dois ou três meses, trata-se do “Itabaiana Grande”, que, em pouco tempo, juntou no cyber espaço do Facebook, mais de 1500 pessoas “webidentificadas” interagindo em torno dos conhecimentos e da cultura local. Este movimento somou-se ao já existente, que havia promovido a primeira feira e formou o que podemos chamar, hoje, sem desmerecer ninguém e, sem medo de errar, o maior movimento cultural do Estado de Sergipe”, salienta.

O escritor e incentivador da bienal, Domingos Pascoal

Atrativos

Domingos Pascoal ressalta que os visitantes vão poder encontrar na bienal, grandes representantes da cultura sergipana. “Às 8h ocorrerá a abertura dos stands da feira e um debate entre os intelectuais, autores, escritores, pesquisadores, e representantes de entidades culturais de Sergipe como Academia Sergipana de Letras, Instituto Tobias Barreto, Associação Sergipana de Imprensa, Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Faculdade Pio X, Fundação Aperipê e Biblioteca Epifânio”, informa o escritor.

A Bienal do Livro prossegue às 10h com os grupos “Itabaiana Grande” de Itabaiana e “Visgo da Jaca” de Lagarto. O evento contará com uma sessão de autógrafos, fotografias e conversa com os autores sergipanos, além da venda dos livros, a preço de custo.

“E ao mesmo tempo estará ocorrendo uma infinidade de atividades como  contadores de historias, grupos de balé, de dança, de capoeira, de teatro, de música, de cordel, exposição de carros antigos, estação digital, filmes sobre a história de Itabaiana, cineminha com apresentação de filmes infantis com distribuição gratuita de pipoca e refrigerante. O encerramento será às 17h com um show com Melciades, Meireles e Tom Toy”, lembra Pascoal.

Incentivo

Para Domingos Pascoal a bienal é um estímulo ao público e aos escritores. “A bienal mostra que existe uma vasta produção de obras literárias, mas existe também uma demanda reprimida de consumidores. A função de um evento dessa magnitude é juntar as pontas, aproximar o produtor do consumidor e estimular os dois: aos escritores para que escrevam mais e aos leitores que, também, leiam mais os nossos livros”, afirma.

Escritores

Vários escritores estão participando da bienal, incluindo Antônio Francisco de Jesus, (Saracura); Robério Santos; Marta Hora; Inez Rezende; Marcos Vinícius; Wanderley Correia; Luiz Fernando; Carlos Mendonça; Jorge Pi; Domingos Pascoal; Ismael Moura; Luciano Correia; Adail Vilela; José de Oliveira Filho; Cleiber Vieira; Lilian Rocha; Fausto Joaquim; Ancelmo Aragão; Bárbara Jucá; Geovânia  Manos; Israel Bispo; Ramon Diego; Euvaldo Lima; Gustavo Aragão; Telma Costa; Marlene Calumby; Maria Terezinha Dias da Silva; Reginaldo Magalhães Silva; Adailson Modesto;  Patrícia Monteiro, Raylane Nascimento; Robervan Barbosa de Santana;  Ednalva Barros.

Municípios

O escritor lembra que é possível espalhar a bienal para outras cidades do interior. “Por outro lado, este evento que, circunstancialmente, está acontecendo em Itabaiana, amanhã poderá ser realizado em Laranjeiras, onde já é promovido, há muitos anos, um Encontro Cultural que já faz parte do calendário cultural de Sergipe. São Cristovão com todas aquelas motivações arquitetônicas e históricas. Dores, onde “O Projeto Memória Dorenses”, já está produzindo e incentivando, muito bem “O Saber Local”, inclusive com a produção de um filme de longa metragem sobre a estada de Lampião naquela cidade. Lagarto, com o “visgo da Jaca”. Boquim, terra de expressões da literatura sergipana como Hermes Fontes e Ana Medina ou, outro qualquer município. A idéia é que aconteça uma contaminação saudável e cada unidade queira mostrar o que tem de bom. E, cá prá nós, este Estado é riquíssimo culturalmente, tem muita coisa boa aguardando apenas um empurrãozinho para acontecer”, refleti.

Academia

A ideia de contaminar o Estado com a literatura, também alcança a Academia de Letras. Pascoal é enfático na defesa de que a academia tem que ficar mais próxima da população. “Nesta bienal estarão presentes e participando, no mínimo, seis acadêmicos, já confirmados, o que representa 15% dos membros daquele sodalício. Outras atividades estão sendo implementadas com esta finalidade: como convênios com escolas, para que os alunos frequentem e produzam algo sobre personalidades da historia sergipana. Certamente que mais ainda vai ser feita na busca de mostrar que a ASL é uma realidade moderna e não a ideia, equivocada de que é uma reunião sem sentido”, apóia.

Por Kátia Susanna

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