Centenário de Joel Silveira: acervo contempla mais de 6 mil itens

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Joel Silveira escreveu livros que são considerados raros (Foto: divulgação)

O jornalista e escritor natural de Lagarto (SE), Joel Silveira, completaria cem anos em 28 de setembro. Com mais de 60 anos de jornalismo, atuou nos principais veículos de Comunicação do Brasil e vivenciou momentos históricos durante a censura, à época da ditadura militar. Assim, escreveu livros que são considerados raros, produziu obras especiais em parceria com grandes nomes da literatura brasileira, a exemplo de Carlos Drummond de Andrade.

Com mais de seis mil itens, todo acervo estará acessível a partir do dia 15, na Biblioteca Jacinto Uchôa de Mendonça, da Universidade Tiradentes, situada no campus Farolândia, em Aracaju. A coleção seria doada pela família a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

A solenidade de inauguração do espaço começará às 17h, com missa em ação de graças no terraço da biblioteca da Unit. A partir das 18h, acontecerá solenidade em homenagem aos 100 anos do nascimento de Joel Silveira com a presença da filha, Elisabeth Silveira; do neto Rodrigo Silveira Monte; e do jornalista, amigo e contemporâneo de Joel, Zevi Ghivelder.

O acervo

Toda sua história está organizada em um acervo com cerca de 6 mil exemplares, dentre eles, suas publicações de autoria consideradas raras, obras especiais em parceria com grandes nomes da literatura brasileira, como Manoel Bandeira e Rubem Braga; e uma coleção preciosa em parceria com Carlos Drummond de Andrade que até então só tinha na Biblioteca Nacional.

Joel Silveira

Sergipano de Aracaju, onde nasceu em 1918. Foi para o Rio de Janeiro em 1937, onde se destacou como jornalista e escritor. Tem hoje cerca de 40 livros publicados. Foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis, o mais importante da Academia Brasileira de Letras, em 1998, pelo conjunto de sua obra. Foi Também ganhador dos prêmios Líbero Badarô, Esso Especial, Jabuti e Golfinho de Ouro.

Seus mais de 60 anos de carreira contabilizaram passagens por diversas redações do país e ocupou inúmeros cargos. Seu primeiro emprego foi no semanário Dom Casmurro, depois foi repórter e secretário da revista Diretrizes, escreveu também para os Diários Associados, Última Hora, O Estado de S. Paulo, Diário de Notícias, Correio da Manhã e Manchete. À época, foi escolhido por Assis Chateaubriand, dos Diários Associados, para ser correspondente de guerra junto à Força Expedicionária Brasileira.

Fonte: Unit com informações da Global Editora

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