Centro de Teatro do Oprimido formará multiplicadores em Sergipe

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Secrtário Luiz Antonio Barreto participa da assinatura do convênio
A técnica do Teatro do Oprimido será o foco de uma capacitação viabilizada através de  uma parceria entre a Petrobras, o Governo do Estado e o Centro de Teatro do Oprimido (CTO), com sede no Rio de Janeiro e que atua em todo o Pais. Serão selecionadas trinta multiplicadores no Estado que receberão formação na área. “A idéia é que seja um programa de difusão”, explica Bárbara Santos, coordenadora do CTO. Sergipe foi o primeiro Estado a assinar o convênio, Alagoas e Pernambuco serão os próximos a serem contemplados.

Segunda e terça foi realizado um encontro, e pessoas de diversos segmentos participaram de uma oficina demonstrativa. Para participar da formação, que terá início em janeiro e durará um ano, será feito um
Bárbara Santos, coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido 
cadastramento e só poderão participar pessoas que representem alguma coletividade, grupo de teatro ou entidade não-governamental. Eles deverão assinar um acordo de que após a formação atuarão efetivamente como multiplicadores de conhecimento.

“Nosso programa é para gente simples que quer mudar o mundo. Nós não iremos formar artistas”, afirma Bárbara. Segundo ela o teatro do oprimido é uma arte que faz repensar a vida. ela explica que “a grande diferença do teatro convencional, é que o teatro do oprimido a gente está representando a nossa vida. A gente está falando das histórias que as pessoas vivem, as histórias reais. A segunda diferença é que a gente está buscando a transformação dessa realidade. Queremos que as pessoas venham assistir à peça não só como consumidor, mas sim com a 
Aldo Resende de vermelho à esquerda
tentativa de solucionar um problema. Daí a platéia interage na busca de soluções para aquele problema apresentado no palco”.

Para Aldo Resende, psicólogo que atua com teatro do oprimido há mais de quatro anos “essa iniciativa será muito importante para incentivar esse tipo de arte libertadora aqui no Estado. Serão trinta pessoas que estarão trabalhando para tirar as pessoas de diversas comunidades da situação de exclusão. E no final não serão só trinta, serão trinta que multiplicarão mais trinta e assim por diante”.

Por Carla Sousa

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