Comidas típicas, sabor e renda extra no São João

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“Sara, vim encomendar um bolo de tapioca para amanhã à tarde, pode ser?” O pedido da cliente foi prontamente anotado pela vendedora com a garantia de que, no dia seguinte, às 15h, o bolo estaria pronto.

Durante os festejos juninos, algumas características típicas de cidade pequena parecem ganhar espaço em Aracaju. Nesse período, toda vizinhança se junta para decorar a rua com bandeirinhas, famílias colocam cadeiras em frente às casas, fazem fogueiras, assam milhos, enquanto as crianças se divertem brincando com os traques de massa.

OPORTUNIDADE – Há também quem aproveita a época para ganhar um dinheiro extra, montar um pequeno negócio na porta de casa e vender para a vizinhança. É o caso de Sara Almeida que, desde os 18 anos, vende muita pamonha, bolo de milho e canjica durante os festejos juninos. Há 8 anos no negócio, Sara já é bem conhecida entre os moradores e vendedores da Rua Propriá. O professor Elcemir Melo, freguês de Sara há 5 anos revelou ao Portal InfoNet que, entre as comidas típicas, “o bolo de milho é o mais gostoso”.

TRADIÇÃO – Vender quitutes na porta de casa nas festas juninas revela ainda uma outra tradição: os filhos continuam exercendo a mesma função que os pais. Com Sara, não foi diferente, ela seguiu os passos de dona Juraci Batista. Sara falou ao Portal InfoNet sobre esta herança que atravessa gerações: “Eu aprendi a cozinhar com minha mãe. Ela aprendeu a cozinhar com a minha avó, quando ainda morava em Pacatuba”.

Durante o São João, as guloseimas são tão procuradas que Sara tem que contratar dois ou três funcionários para ajudar no preparo das comidas típicas que incluem mungunzá, pamonha, canjica, cocada, bolo de milho, mingau etc. Tudo custa R$ 1 mas a dona da barraca garante que, nessa época, o lucro aumenta em 100%.

Por Paloma Abdallah
e Silvia Lemos

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