
O curta-metragem “Óleo” (2026), produzido por estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), foi selecionado para a Short Film Corner | Rendez-vous Industry do Festival de Cannes, um dos mais importantes eventos do cinema mundial, que acontece entre os dias 12 e 23 de maio, na França. A conquista marca um feito inédito: é a primeira vez que um filme universitário sergipano chega ao festival.
Dirigido por Ariel Barros e produzido por Gustavo Rayner, o filme tem cerca de 15 minutos e apresenta uma narrativa ficcional com forte identidade autoral, abordando temas como relações familiares, responsabilidade ambiental e a conexão entre o ser humano e o território. Desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), “Óleo” também se destaca por ser uma produção em Libras.
Para o diretor Ariel Barros, a seleção representa a concretização de um objetivo antigo. “A presença de ‘Óleo’ no Festival de Cannes representa, para mim, a realização de um sonho. Desde que decidi fazer cinema, sempre imaginei que um dia poderia estar no festival e ver isso se materializar no meu primeiro filme é algo indescritível”, afirma.
Ele também destaca o papel da universidade pública na conquista. “Por se tratar de um TCC, acredito que essa conquista evidencia a força da universidade federal e do ensino público. Mostra que as barreiras geográficas nem sempre são empecilhos e que o fato de um filme ser feito em Sergipe, ou em qualquer outro lugar, não impede que ele alcance espaços importantes”, pontua.
A expectativa, segundo o diretor, é que o filme contribua para ampliar a visibilidade da produção local. “Espero que ‘Óleo’ e essa presença em Cannes possam representar Sergipe de forma digna e contribuir para dar ao cinema local a visibilidade que ele merece”, completa.
O produtor Gustavo Rayner explica que a ideia do filme surgiu a partir do impacto do derramamento de óleo no litoral nordestino. “A criação do filme surgiu de um acontecimento que foi sobre o acidente do óleo, e quando Ariel me fez o convite quis fazer parte”, relata.
Ele ressalta ainda o caráter singular da produção. “O projeto se tornou especial pra mim por ele ser todo em Libras. Foi incrível fazer esse filme, e mexeu muito com a gente ao ver ele pronto”, destaca.
Fonte: Ascom/UFS
