De reflexão e silêncio – por Gustavo Aragão

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Somos assim, às vezes, um grito pálido de vida,

um tempo exausto de medida

vária,

um ponto de desejos entupido e desprezado.

 

Somos uma jaula de pensamentos fortuitos,

de cor arroxeada, socando a vida no tempo

e o tempo no espaço, ininterruptos.

 

Buscamos auroras aprisionadas em silêncio a todo tempo

e vontades;

vontades nossas, apenas, que de outro não o é,

mas que de encanto necessita

para que haja canto em cantos de sonatas em espanto

de vida no tempo desmoronando relações frágeis.

 

 

Volto a meu estágio de alerta contínuo, descompromissado.

Em fio de pensamentos sovo a vida.

Soco a mim mesmo num silêncio profundo, descorado,

Que só as palavras gritam em tons gris

de sândalo encrespado em mim

e eu purpúreo em lágrimas íntimas me dissolvo

 

 

 

De sândalos, colorido e vida esvaindo-se é feito este instante

De profunda reflexão e silêncio…

 

Por Gustavo Aragão Cardoso

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