E o Oscar fez justiça a Cotillard e Bardem – Ivan Valença

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Marion Cottilard ganhou o Oscar de melhor atriz por sua interpretação em em “Piaf”
Surpresa! Surpresa! O Oscar de melhor atriz foi para aquela que realmente merecia. Mas como o homem dourado nunca foi mesmo de fazer justiça não se esperava que fosse para Marion Cottillard, a bela francesa que sacrificou beleza mas regou o talento revivendo a cantora Edith Piaf em “Piaf, o Hino ao Amor”.

Tão bom quanto esta escolha foi a de Javier Bardem, como ator coadjuvante, no filme “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Foi deveras emocionante vê-lo, falando em espanhol, agradeceu aos pais e aos avós e dedicar o prêmio à Espanha. Bardem merecia ter ganho anos atrás por “Mar Adentro”. Leva pelo belo filme dos irmãos Coen.

Irmãos Coen? Pois eles quebraram um tabu da Academia de Hollywood. Nunca antes o Oscar de melhor diretor foi dividido a quatro mãos. Pois os Coen levantaram a estatueta de melhor filme e de melhor diretor, eles que são os fazem tudo dos seus filmes. Como montadores adotam pseudônimos. Foi uma pena porém o seu diretor de Fotografia, Roger Deakins não ter ganho sua estatueta.

Melhor animação
Daniel Day Lewis deu o “bis” de melhor ator (ele ganhou antes por “Meu Pé Esquerdo”) por “Sangre Negro”. A festa teve até um ar de nostalgia, por conta, talvez, das três melodias do filme “Encantada” que concorriam ao prêmio de melhor trilha sonora. “Ratatouille”, merecidamente, ficou com o título de melhor animação, derrotando “Persepolis”, uma co-produção franco-iraniana. A presença no palco de Robert Boyle, 98 anos, para receber Oscar honorário por seu trabalho como diretor de arte, foi outro momento emocionante.

No mais, foi o Oscar de sempre. Excesso de tempo (quase três horas e meia) e de breguice (o vestido de Diablo Cody, melhor roteirista por “Juno” já denunciava que ele vinha do show business, mais precisamente, do strip-tease), além de piadas sem graça, pelo menos para nós, e apresentador insosso (Jon Stewart).

Vale, por fim, um viva para Marion Cotillard e Javier Bardem!

Por Ivan Valença

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