Em apresentação única Antônio Nobrega faz platéia cair no frevo

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E não é que Antônio Nóbrega pôs a platéia do Teatro Tobias Barreto – cheinha, quase mil e trezentas pessoas, entre elas o governador Marcelo Déda e o prefeito Edvaldo Nogueira – a dançar o frevo? Pois na noite de ontem, 2, ao encerrar o espetáculo e diante da insistência do público por um “bis”, Nóbrega autorizou a sua orquestra a descer do palco, ir para o meio do teatro e depois puxar a massa para o hall e até os portões do teatro, dançando o frevo.

Foi, naturalmente, um espetáculo bonito. Como o foi, aliás, todo o espetáculo de Nobre. “Nove de Frevereiro” é, ao mesmo uma aula de magia, com mistura circense e música folclórica, a contar os 100 anos do frevo, comemorados no carnaval deste ano.

É um espetáculo didático, também. Nóbrega ensina a platéia a dançar o frevo e depois a orquestra mostra quantas espécies de frevo existe. O frevo de rua, naturalmente, é o
mais conhecido, mas o que causou “frisson” na platéia foi o frevo de abafa – é o frevo de rua só que entoado com tanta força para que o barulho ali produzido abafe o bloco que vem ao contrário, nas ruas de Recife.

Os bonecos de Olinda também impressionaram a platéia. O coro, formado por garotas que também faziam malabarismo, foi outro ponto alto do espetáculo. Embora um pouco afônico por conta de uma gripe contraída por causa das mudanças climáticas, Nóbrega parecia estar a vontade. Tanto que saudou o governador e intelectuais, como Luiz Antônio Barreto.

Por Ivan Valença

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