Encerrada V Semana Sergipana de Dança

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Grupos em ação na Semana de Dança (Fotos: Ascom/Secult)

Após uma maratona de cinco dias de apresentações, a V Semana Sergipana de Dança chegou ao fim, deixando para o público um gostinho de quero mais e, para a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a sensação de dever cumprido. Além desta arte cênica, quem foi ao Teatro Tobias Barreto (TTB) pode conferir, também, mostras de fotografia de profissionais já consagrados no Estado, em exposição ‘Fotografia em Movimento’. Durante o encerramento, ocorrido neste domingo, 22, a emoção tomou conta da plateia, formada por admiradores da dança.

O evento já vem sendo realizado desde 2007, sendo sucesso de público e crítica. Este ano, 21 Companhias participaram da Semana de Dança, mostrando os mais variados gêneros desta arte. A novidade foi a realização de oficinas ministradas por algumas companhias de dança de Sergipe, atividade que seguirá até o início de junho.

Público aprova festival

A Semana Sergipana de Dança é uma realização da Secult, por meio do projeto ‘Sergipe em Cena’ e do Banco do Estado de Sergipe (Banese), contando com o apoio, também, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Fórum Unificado de Circo, Dança e Teatro, do Sated-SE, da CBDD-SE, do Banco do Nordeste, do Sesc, do Sebrae-SE e da Fundação Aperipê.

Para os artistas

À frente do grupo Bosco Cia. de Dança, o diretor Bosco Torres destacou a importância da Semana de Dança para a classe artística do Estado. “Esta é a oportunidade de dar visibilidade ao nosso trabalho, que é resultado de um laboratório e de nossas experiências. O que considero de mais positivo no evento é essa heterogeneidade dos gêneros, afinal, durante esses cinco dias, nos deparamos com as temáticas mais diversificadas possíveis”, considerou o diretor.

Diferentes estilos e irreverência

Já Éverton Nunes ressaltou que os trabalhos apresentados durante a Semana de Dança estão em grandes níveis. “A dança produzida aqui está num nível de ser consumida pelo mundo. Anualmente, através do evento, nós conseguimos que as pessoas se interessem por dança e prestigiem os espetáculos”, disse Éverton.

Os quatro grupos selecionados para se apresentarem na última noite do festival carregaram a responsabilidade de encerrar a 5ª edição do evento, de expressiva. O primeiro grupo a se apresentar foi o Juventus Cia de Dança, com o espetáculo Intervenção. O grupo mostrou seu trabalho no foyer do TTB e foi bastante aplaudido pelo público presente.

Já no palco, o grupo responsável pela abertura da noite foi o Bosco Cia. de Dança com o espetáculo Nativos. Participando pela segunda vez da Semana, o grupo inovou ao mostrar, através da expressão corporal, a busca pela satisfação das necessidades humanas. Trabalhando o cotidiano, o grupo fez uma referência aos antepassados, trazendo uma crítica à sociedade.

Bárbara e Romário: encanto com a iniciativa

De volta ao foyer, as meninas do Carpediem Dança arrancaram suspiros do público masculino e aplausos das mulheres, ao mesclar dois ritmos, aparentemente bem distintos: o forró e a dança do ventre.

Estreando na Semana Sergipana de Dança, a Companhia Espaço Liso trouxe para o palco o espetáculo Escuta, com uso de diversas linguagens, como a música erudita e popular, a imagem e a literatura, por meio da escritora Clarice Lispector. Uma das propostas da apresentação foi mostrar como o corpo sente a necessidade do silêncio.

Público

O casal de namorados Bárbara Alves e Romário Santos esteve presente pela primeira vez ao evento e prometeu voltar nas próximas edições, já que considera a Semana de Dança um programa de incentivo à cultura e aos artistas sergipanos. “Sou estudante de Educação Física e minha professora me orientou que viesse conferir as apresentações, fiquei admirado com tudo que vi até agora”, explicou Romário.

Bárbara lembrou que o festival, além de trazer apresentações diversificadas, tem o acesso gratuito para o público. “Já fiz dança contemporânea e fiquei encantada com as apresentações, pois fogem do que nós estamos acostumados a ver no cotidiano. Além disso, o acesso é gratuito, o que torna o programa melhor ainda”, lembrou.

Diferentemente do casal, a dona de casa Marlete Oliveira conta que já participa do evento como espectadora há alguns anos. Ela afirma gostar de prestigiar o trabalho desenvolvido pelo coreógrafo Bosco Torres, mas acaba se interessando por todos os outros trabalhos. “O evento é muito interessante e importante para quem se dedica e vive de dança, por isso é importante que a gente compareça”, finalizou Marlete.

Fonte: Ascom / Secult

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