Famílias preservam a tradição da Semana Santa

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Igreja celebra a paixão e ressurreição de Cristo (Foto: Portal Infonet)

A Igreja Católica celebra há mais de 2 mil anos a Semana Santa.  Os cristãos dedicam o período para penitências e jejum com forma de sempre relembrar o sacrifício de Jesus pela humanidade. A tradição milenar é passada pelas gerações, que mantêm os valores repassados pelos pais. Caracterizando a época como momento de reunião familiar.

Nas paróquias sergipanas a semana é comemorada com procissões, via sacra, e atos que lembrem a morte e ressurreição de Jesus. “Passamos os 40 dias da quaresma nos preparando para celebrar a páscoa. Na quinta-feira tem início o tríduo pascal com a celebração da ceia,  e  no domingo da ressurreição celebrarmos a vida”, explicou o padre José Bispo.

Pe. José Bispo destaca a importância de celebrar a páscoa

De acordo com o pároco, a semana é comemorada todo ano com o objetivo de  tornar presente o sacrifício de Jesus. “ Durante a missa a igreja proclama a morte e ressurreição como forma de lembrar ao cristão que Jesus morreu na cruz pelos nossos pecados, porém o mais importante é que ele ressuscitou. Por isso o domingo de páscoa é para ser festejado”, afirmou

Tradição nas famílias

Desde criança o vendedor Rivaldo Barbosa não come carne vermelha na sexta-feira santa.  “Cresci com o costume passado pelos meus pais de não comer carne. Por isso, na sexta-feira santa reúno a família e sempre comemos peixe”, contou. Seu Rivaldo ainda explica que faz questão de manter a tradição passando o mesmo ensinamento para os três filhos.

Seu Rivaldo faz questão repassar a tradição aos três filhos

Segundo o Pe. José Bispo, a igreja recomenda que na sexta-feira os cristãos não comam carne vermelha. “A quaresma é um tempo de jejum e a carne vermelha lembra o sangue de Jesus derramado na cruz pela humanidade. Com isso a igreja recomenda que os fiéis façam jejum e abstinência da carne vermelha”, esclareceu.

A Semana Santa é também uma oportunidade para reunir a família. A comerciante Gilma Oliveira conta que nesse período sua mãe reúne filhos e netos para celebrar a data: “Na sexta-feira nos reunimos antes do almoço para realizar a via sacra. Minha mãe junta os 12 filhos e 50 netos em volta da mesa para lembrar esta tradição passada por várias gerações, que faço questão de preservar”, afirmou.

Mitos

A mãe da comerciante Gilma reúne os 12 filhos e 50 netos na sexta-feira santa

No domingo de páscoa é dia de celebração para a igreja, pois se comemora a ressurreição de Cristo. Neste dia também, as pessoas fazem a troca de ovos de páscoa. Segundo a igreja, o ovo significa o brotar da vida e por isso a relação com o ovo de chocolate. “A igreja respeita a troca de chocolates, mas informa que não existe relação com a religião. Caracterizando assim,  uma prática da tradição popular”, explica o Pe. José Bispo.

Segundo os historiadores, os espanhóis foram os responsáveis pela divulgação da troca de chocolates. Depois de duzentos anos, os culinários franceses fabricaram os primeiros ovos da história. Assim nasceu a tradição da troca de ovos.

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