Farol abandonado recebe intervenção artística

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Desde a terça-feira, 19, várias bandagens curativas estilizadas estão espalhadas pelo antigo Farol Sergipe, localizado no bairro Farolândia. A intervenção, denominada “Farol-Aid”, é obra do artista plástico Fábio Sampaio, que desde 2003 realiza ações parecidas por toda a cidade.

 

Fábio possui um projeto de intervenções artísticas em pontos aracajuanos, a exemplo da Praça Fausto Cardoso e da Galeria Álvaro Santos, que foram “postas à venda”.

No Farol Sergipe, faixas feitas de bagum, o mesmo material dos forros dos guarda-sóis, em forma de bandagens curativas gigantes, foram presas ao redor do edifício. “Esse ano eu comecei a trabalhar com a linguagem dos band-aids, indicando que existe um corte, uma ruptura negativa. Então, vamos curá-la”, contou.

 

Descaso

 

O artista mora na Farolândia e acompanha a degradação do farol, que desde a sua desativação, no início dos anos 90, não recebeu nenhum tipo de manutenção e atualmente se encontra em total abandono. O descaso com a construção já foi até tema de

trabalho universitário, elaborados por alunos do curso de pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Sergipe.

 

Uma das alunas, Karinne Hipólito, relata que o Farol Sergipe possui grande importância para Aracaju e para o Estado. De origem francesa, ele presenciou acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial e a expansão da capital. Foi o farol que guiava de navios perdidos a embarcações com mercadorias, e funcionou por 103 anos.

 

Os moradores e visitantes do bairro Farolândia, que tem esse nome por causa dele, reclamam do abandono, pois acham uma pena uma edificação tão importante não ser cuidada. Eles também reclamam da presença de marginais, que se abrigam por lá. “Existem projetos de revitalização”, relata a estudante, que ainda não foram postos em prática.

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