Flávio José e o seu legítimo forró pé-de-serra

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Cantor, compositor e arcodionista, nasceu na cidade de Monteiro, na Paraíba. Apaixonado pela música de Luís Gonzaga desde pequeno. Flávio José é com certeza o legítimo músico pé-de-serra. Sua música torna-se ainda mais importante numa época em que se vive a transformação do ritmo do forró (do pé-de-serra para o eletrônico), por mais agradável que seja de dançar, nada tem a ver com o verdadeiro forró. Ele fala, exclusivamente em entrevista a InfoNet da carreira, pirataria e do futuro. PORTAL INFONET– Flávio José, com qual idade o senhor começou a tocar? Teve alguma influência? FLÁVIO JOSÉ – Tive influência sim. Me apaixonei pelo forró aos cinco anos, meus pais contavam que quando eu assisti a uma apresentação do Luis Gonzaga em praça pública, eu fiquei totalmente inquieto. Com sete anos, ganhei meu primeiro acordeon, e com dez anos passei a compor e cantar. INFONET – Foi daí que o senhor começou e está até hoje? Não teve nenhuma outra profissão? FJ – Eu fui funcionário do Banco do Brasil, e foi aos 23 anos que eu comecei a tocar, num baile do banco. INFONET – E hoje com 25 anos de carreira, 22 discos, sendo oito em vinil e 14 Cd’s. Qual a receita para esta bagagem? <FJ – A receita é simples, pra mim a cada ano que passa graças à Deus, eu consigo conquistar um público maior, mesmo com o surgimento dessa bandas que falam que é forró, mas são todas iguais. Não possuem diferencial algum. INFONET – O senhor acha que o tradicional forró pé-de-serra possa vir desaparecer? FJ – Eu acredito que não, porque existe um público que reconhece o verdadeiro valor do forró. INFONET – Com relação aos CD’s, o senhor gravou um disco Acústico, o Flávio José Acústico. Como surgiu a idéia em fazer um CD nesse estilo? FJ – A idéia principal foi mostrar o lado regional do forró. INFONET – Agora com o CD mais recente “Para Amar e Ser Feliz”, o senhor pensa em gravar um DVD, ou já pensa no próximo CD? FJ– Olha, eu não tenho ânimo nenhum para gravar DVD. Porque você gasta um dinheiro danado para produzir um excelente DVD ou CD, aí você passa na praia e vê gente vendendo por R$ 4.00. Isso desanima demais os músicos. INFONET – Mesmo assim, o senhor faz os shows cada vez melhor. E qual a novidade para esse show tão esperado em Rosário do Catete, já que essa é a primeira vez que o senhor toca aqui? FJ – A novidade desse show é a divulgação do meu novo CD. Por Thaís Campos

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