Foi dada a largada para o Curta-SE 9

0

Público lotou sala de cinema para acompanhar a abertura do Curte-SE
A noite de terça-feira, 29, foi de movimentação atípica nos corredores do Cinemark Jardins. Nesta noite, a sala 7 do complexo de cinemas não exibiu apenas um, mas vários filmes em uma única sessão. É que foi dado o ponta-pé inicial para a 9ª edição o Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, o Curta-SE 9. Na noite de abertura foram exibidos quatro vídeos sergipanos e um longa brasileiro. A programação segue até o próximo sábado, 3.

Entre as 413 produções inscritas no festival, 105 foram selecionadas e concorrem em cinco categorias. O crescimento da participação de filmes estrangeiros é uma das novidades da edição deste ano, “além das oficinas de conteúdo digital e de filmes para celular”, destaca a idealizadora e organizadora do evento, Rosângela Rocha.

“Tivemos uma queda do número de produções sergipanas inscritas por causa dos adiamentos do festival. No entanto, observamos um maior número de inscrições de produções internacionais, de países como México, Espanha, Portugal, Uruguai e Argentina. Isso é um reflexo da repercussão que o festival tem conquistado lá fora. Além disso, a qualidade dos filmes apresentados nesta edição também está bem superior aos das edições anteriores”, conta Rosângela.

Rosângela Rocha e Marcelo Branco, convidado do festival
Nenhum representante dos curtas estrangeiros exibidos durante a noite conseguiu chegar a tempo para a abertura, mas suas presenças estão confirmadas para os próximos dias do evento.

Estimulando o cenário do audivisual

Quem esteve presente na abertura do festival foi a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino. Empolgada, a secretária disse que o Curta-SE estimula e enriquece a cultura sergipana. “Como resultado de nove edições do Curta-SE nós temos hoje uma produção local muito mais significativa. Muitos curtas são produzidos por estudantes, mas muitos deles saem do Núcleo de Produção Audiovisual, que, no meu entendimento, faz parte da evolução da cena do audiovisual aqui em Sergipe, construída e movimentada a partir do festival”, declara Galdino.

Secretária Eloísa Galdino prestigiou a primeira noite de Curta-SE
Para ela, a queda da produção sergipana no Curta-SE deste ano é reflexo de um problema que atinge a todos os festivais no país. “Neste ano a cultura brasileira perdeu muito, por que as grandes empresas que investem nessa área recuaram por conta da crise financeira mundial. É claro que isso gera um desestímulo, afinal os calendários dos festivais têm sido mudados. As pessoas acabam ficando com seus projetos em curso, pois não sabem se os festivais serão mantidos. Mas acredito que este seja um cenário atípico”, explica a secretária.

Francisco César Filho, documentarista e presidente do Fórum dos Festivais, também não poupou elogios à organização do evento. “Os festivais são a grande vitrine para os curta-metragens e o Curta-SE tem uma programação muito sofisticada e uma seleção internacional bem interessante. É um privilégio para Aracaju sediar um festival como esse”, destaca o presidente.

Cineasta Hermano Penna (no centro), compete pela primeira vez no festival
Competindo pela primeira vez

O cineasta Hermano Penna, o grande homenageado na edição de 2004 do Curta-SE, está concorrendo pela primeira vez no festival com o longa “Olho de Boi”. O filme é a versão cinematográfica de uma peça do dramaturgo Marcos Cesana, que, por sua vez, é uma adaptação livre da peça Édipo Rei.

Para o cineasta, é uma honra concorrer pela primeira vez no festival sergipano. “O Curta-SE é um dos eventos mais respeitados pela comunidade cinematográfica brasileira, principalmente entre os jovens. Esse festival apresenta um cinema mais criativo, artístico. Para mim, é uma honra imensurável estar competindo com o meu filme”, declara Penna.

O longa de Penna concorre no festival com outros quatro longas brasileiros: “Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado”, de Joel Zito Araujo; “Praça Saens Peña”, de Vinícius Reis; “Se Nada Mais der Certo”, de José Eduardo Belmonte; e “A Festa da menina Morta”, de Matheus Nachtergaele.

A produção de longa-metragem que for escolhida pelo voto popular como a melhor desta edição vai levar o prêmio no valor de R$ 10 mil do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), um dos patrocinadores do evento. A cerimônia de premiação marcará o encerramento do festival, no dia 3 de outubro. 

OBS: Diferente do que foi publicado anteriormente não houve a exibição dos curtas sergipanos por problemas técnicos.
 
Por Helmo Goes e Carla Sousa

Comentários