Gesso muda vida de artesã

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A pintura é a etapa final do trabalho da artesã
Gesso e muita criatividade mudou a vida da artesã Heluza da Silva, 42 anos, mais conhecida como Hilda, que há 15 anos aprendeu a arte de fazer esculturas em gesso.

A artesã, que morava na favela na zona norte da capital sergipana,conseguiu vencer os obstáculos e hoje tem uma mini fábrica que fornece as mais variadas peças em gessos, não só para lojas como também para pessoa física, que encomendam as peças para as mais variadas festas.

Aprendizado

Segundo Hilda  dois alagoanos visitaram Aracaju e estiveram na favela em que ela morava para conhecer a vida das pessoas do local. “Esse povo sabia fazer esses trabalhos no gesso, então fui lá e pedir para me ensinar,daí nunca mais esqueci”revela a artesã

Peças são encomenda para festas de aniversários
Hilda ainda relatou que a pobreza e a necessidade para criar cinco filhos contribuíram para que ela se dedicasse integralmente ao trabalho. “A gente não tinha outra fonte de renda e meu marido sempre teve problemas de coluna, então aprendi e ensinei a ele, com isso começamos a produzir as primeiras peças”, explica

Com as primeiras peças produzidas, Hilda ainda revelou que saia com o marido e os filhos mais velhos na tentativa de vender o que havia produzido. “Naquela época colocávamos tudo dentro de um saco e batia todas as ruas dessa cidade, mas o local onde a gente conseguia vender mais, era na praia”, relembra.

Vida Nova

Artesã produz as mais variadas
Hoje, morando na avenida Chanceler Osvaldo Aranhã, a artesã revela que não vende mais pelas ruas . “Não é que seja ruim, mas conseguimos chegar em uma fase que vendemos sem sair de casa e isso é muito mais lucrativo”, salienta.

Hilda, que trabalha junto com o marido e mais três funcionários, produz por dia cerca de 40 peças. “Depende muito da peça, mas mesmo as mais difíceis, conseguimos produzir uma média de 30 a 40 por dia”, relata

Material

Utilizando massa plástica ou silicone, a artesão revela que o primeiro processo para confeccionar as peças é a produção da forma. “Primeiro a gente faz a forma no modelo que o cliente desejar, depois é só colocar o pó dentro da água que ele vira uma massa e enchemos a forma”, explica

Cerca de 40 peças são comfeccionadas por dia
Depois desse processo de enchimento das formas, a artesã deixa secar por algumas horas e passa para a segunda etapa. “Quando a gente retira da forma, fazemos o acabamento raspando o excesso de gesso e colocamos para secar, mais um pouco, fora da forma”, revela.

No processo final, a artesã explica que existe duas maneiras de realizar o trabalho. “Antigamente pintávamos com bombinhas e as peças eram quase todas de uma só cor. Depois aprendemos a pintura com o pincel,podemos utilizar as mais diversas cores”, explica

Preço

As peças são expostas ao sol´para secar durante algumas horas
De acordo com a artesão, cada peça pronta sai em média ao valor de R$ 4 se vendida mais de dez peças. “ Caso sobre uma peça ou a pessoa queira menos de 10, cobramos R$ 5 por peça”,contabiliza a artesão

Hilda também relatou que durante todo tempo sempre procurou aperfeiçoar o dom e passou para os filhos a arte de trabalhar com gesso. “ A gente sempre quer mais, graças a Deus sai da favela e estou aqui, mas ainda quero mais, essa casa ainda não é a ideal, por isso procuro fazer cursos de pintura de modelagem porque posso criar novas peças. Hoje meus filhos já não moram comigo, todos casaram mais um deles ainda trabalha aqui com o gesso”, explica.

A fábrica da artesã fica localizado na avenida Osvaldo Aranha,1906. Quem tiver interesse pode entrar em contato pelo telefone 79 3241-3563

Por Alcione Martins e Kátia Susanna

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