Grupo Imbuaça reencontra João Marcelino

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Marcelino volta a dirigir espetáculo do Imbuaça após 12 anos
Após 12 anos de ‘separação’, o diretor João Marcelino reencontra o Grupo Teatral Imbuaça e juntos irão comemorar em grande estilo os 33 anos de existência do grupo. “já dirigi o Imbuaça em outros espetáculos, a exemplo de ‘A Farsa dos Opostos’ ‘Chico Rei’ ‘Auto da Barca do Inferno’ e ‘ Senhor dos Labirintos’, agora volto para essa grande celebração”, ressalta o diretor.

João pontuou que o novo espetáculo, denominado A Grande Serpente, irá emocionar os sergipanos não só pela beleza, mas pela referência há cerca de três décadas do grupo. “São mais de três décadas de luta, sacrifício e dedicação à arte cênica e nada melhor do que um trabalho do dramaturgo potiguar Racine Santos para presentear o público”, explica.

Espetáculo

Espetáculo é ambientado no sertão nordestino(Foto:Vinícius Fontes)
O diretor conta ainda que o espetáculo é uma saga nordestina, ambientada na caatinga num povoado isolado. “A história começa no momento em que a seca começa a castigar os habitantes do local, por conta do inexplicável esvaziamento da fonte que supria suas necessidades. O coronel do lugarejo, ‘Arão’, procura explicação para o problema. Ele é alertado pela louca Joana, de que ele próprio, sem saber, é o causador da desgraça que se abate sobre o lugar. Tudo parece estar ligado ao seu casamento com Tamar, envolto em trágicos tons edipianos. Segundo a louca, enquanto a questão do incesto não for solucionada, a paz não reinará mais sobre aquele lugar”, revela.

Marcelino salienta que toda a ação da peça, reforça o tempo inteiro, o lugar onde aquelas figuras estão localizadas. “um local intransponível onde ninguém consegue entrar e nem sair. Naturalmente, que interpretamos isso como uma grande metáfora.  Que universo é esse, que poço é esse que seca, e para que ele torne a estar cheio, ele depende de uma única coisa:  que o trágico daquela família seja resolvido”,enfatiza.

Grupo comemora 33 anos de existência(Foto: Vinícius Fontes)
Ainda de acordo com o diretor, o espetáculo terminará no momento em que a verdade for revelada. “Nesse momento a cidade volta a ter paz,  o poço enche, a grande serpente desaparece. Enfim, o espetáculo funciona como uma alegoria”, salienta João Marcelino.

Equipe

João Marcelino menciona que o espetáculo contará com uma equipe de nove atores, sendo cinco mulheres e quatro homens e que a iluminação do espetáculo é assinada por Denis Leão. “Quando começamos, ela tava apenas num papel e agora depois de percorrer todos os caminhos, entre encontros, ensaios e muito trabalho, chegamos ao resultado final. É como um filho que será parido nos próximos dias” relata.

Apresentação para o público acontece nos dias 27 e 28 de julho(Foto:Vinícius Fontes)
O diretor João Marcelino convida a população sergipana para fazer parte da comemoração dos 33 anos do Imbuaça, ressaltando que no teatro tudo é possível. “Tenho certeza que iremos arrepiar pessoas por que o teatro faz isso.Eu me identifico com o teatro, preciso dele para viver e continuar contando histórias”, afirma emocionado.

Apoio

O espetáculo conta com o patrocínio da Secretaria de Comunicação do Estado, através do Fundo Estadual de Patrocínio para Projetos Sócio-culturais e de Comunicação Social, além do apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

A Grande Serpente tem estréia prevista para o dia 26 de julho para convidados e nos dias 27 e 28 para o público em geral. As apresentações acontecem a partir das 21h, no Teatro Tobias Barreto.

 

Por Alcione Martins e Kátia Susanna

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