Heatmus 80: viagem no tempo completa 10 anos

Foto da primeira Heatmus 80, realizada em uma casa da Aruana (Foto: Arquivo Pessoal – Wilson Torres)

O que começou com uma festa para 200 convidados, atualmente conta com um público de 8 mil pessoas. Esta é a Heatmus, a festa que remete aos anos 80, e objetiva levar o público a reviver situações do passado através de músicas que marcaram a época, de uma decoração singular e de artifícios que fazem com que as pessoas façam uma verdadeira viagem no tempo.

Tudo começou em 2003, quando amigos se reuniram e resolveram fazer uma festa para apenas duas centenas de convidados. Segundo um dos organizadores do evento, Wilson Torres, por se sentirem carentes de rock e das músicas dos anos 80, foi organizada uma festa em uma casa da Aruana.

“Naquela época não fizemos nenhum tipo de divulgação, e a festa que era destinada a 200 pessoas acabou sendo para 400, sem contar as que ficaram do lado de fora da casa. No local havia brincadeira de vai e vem, corrida de pogobol, além de karaokê, 80 minutos de cerveja de graça e um concurso de lambada”, relembrou Wilson.

Com a certeza de que a festa deu certo, os amigos resolveram organizar novas edições. Assim como na primeira, a segunda fez tanto sucesso que, ao invés de receber mil pessoas, que era o esperado, recebeu o triplo. Daí em diante o público foi só aumentando, e o espaço de realização da Heatmus foi mudando.

Henrique Rangel conta algumas das atrações que marcaram a Heatmus (Foto: Portal Infonet)

Trazendo temas a cada nova edição, a festa já se utilizou de diversos slogans, dentre eles ‘Heatmus 80 no Parque’, ‘Heatmus 80 Túnel do Tempo’ e ‘Heatmus 80 Rebobine’.

“Na segunda edição trouxemos alguns brinquedos, coleção de papel de carta, brinquedos, e telão com vídeos e propagandas da época. Na terceira trouxemos para o Emes algumas atrações de parque de diversões, a exemplo de minhocão, bate-bate, monga e roda gigante”, recordou Henrique Rangel, outro organizador da festa.

Anos 80

Para Wilson Torres a década escolhida para a Heatmus é, sem dúvida, a melhor. “Ela foi a mais produtiva, irreverente, não tinha apelo sexual e trazia muita música de protesto”, destacou. No mesmo clima de nostalgia, Henrique Rangel também afirma que os anos 80 garantiram sua preferência. “Parei nessa época e só ouço músicas referentes a ela”, contou.

Possível término

Questionados sobre um possível termino da Heatmus há dois anos, os produtores da festa garantem que não houve ‘jogada de marketing’ e que a festa realmente iria deixar de acontecer porque um dos três sócios iniciais não poderia continuar colaborando com a organização do evento. “Depois recebemos a proposta de uma empresa, e a festa ganhou novo fôlego”, relatou Wilson Torres, acrescentando que, na época, houve reclamação do público que não queria que a Heatmus acabasse.

Saldo

Totalizando sete edições este ano, a Heatmus que já tem presença garantida no calendário, já reuniu cerca de 50 mil pessoas e mais de 20 atrações, dentre as Paquitas da Xuxa, integrantes da banda Dominó, Biquini Cavadão, Paulo Ricardo, Blitz, Lulu Santos e Kid Vinil.

Com público fiel, a festa promete tocar nesta edição a música que já virou o hino do evento: ‘He-man’. “Desde o início esta canção foi tocada, e no momento em que o público a escuta, o chão treme. Por isso ela virou nossa música tema”, contou o produtor Henrique Rangel.

Por Monique Garcez e Raquel Almeida

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