Henrique Telles fala da Maria Scombona e do Mundo Rock

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A banda Maria Scombona lança às 18h de hoje, 18, na sede do Jornal Cinform, o Projeto Mundo Rock Interior, no qual a banda vai levar workshops de música para escolas de vários municípios – continuação do projeto Circuito Escolar Maria Scombona, quando a banda percorreu cinco escolas de Aracaju. Desta vez, a Maria Scombona vai passar seu conhecimento musical, até dezembro, para escolas de Estância, Itabaiana, Lagarto, Itabaianinha, Riachuelo, Simão Dias, N.S. Da Glória, N. S. Das Dores, Poço Verde e Tobias Barreto. Nome de peso no cenário musical sergipano, o grupo já conta com 14 anos de estrada, apresentações em Olinda, Garanhuns, Salvador, Fortaleza, Rio e São Paulo, e até mesmo um clipe gravado – o famoso “Vinte Meninas”, dirigido por Pico Garcez. Henrique Telles, vocalista da banda, falou com a Infonet sobre a banda e esse novo projeto em uma conversa que você confere agora:

 

Portal Infonet – Quando começou a Maria Scombona?

 

Henrique Telles – O Maria Scombona começou em 1992. A gente montou em função de um festival, em que um trabalho foi selecionado. Já tinha alguns amigos tocando comigo, só não tinha nome. A gente resolveu então montar tudo e fazer a banda para ir mostrar o trabalho e composição em Recife, num festival de arte alternativa que estava tendo lá. Pronto. Daí, nasceu a Maria Scombona.

 

PI – De onde vem o nome do grupo?

 

Henrique Telles, vocalista
HT – Maria Scombona vem da brincadeira, da cambalhota, que só aqui em Sergipe se chama ‘maria escombona’. Em outros lugares ela ganha outros nomes, ‘escomboca’, ‘bunda canastra’ ou cambalhota mesmo. Percebi que era um nome bastante sergipano e bastante ligado à parte mais alegre de nossa vida, que é a infância. Então resolvemos que seria esse nome.

 

PI – Desses 14 anos de estrada, quais os lugares em que vocês mais gostaram de tocar? Quais as experiências mais marcantes dentro da banda?

 

HT – Na realidade a gente não costuma comparar muito o que foi melhor e o que foi pior. A gente teve experiências bacanas, interessantes, o Festival de Verão de Salvador, o Festival de Inverno de Garanhuns. Assim, não posso falar pela banda, mas por mim, curto muito shows onde a gente está mais próximo do público. Acho que um dos shows mais marcantes foi o show de lançamento do clipe da Maria Scombona no Mercado, onde estava a garotada toda, os fãs, e o pessoal se divertiu muito, dançou, pulou bastante, participou muito do show. Estava uma noite maravilhosa. Quando se pergunta assim, ‘um show especial’, eu me lembro desse show. Me lembro também do aniversário da cidade, abrindo o show de Zeca Baleiro, onde participaram vários artistas. Também foi um show marcante. Coincidentemente esses shows foram em Aracaju.

 

PI – Vocês iniciaram o projeto Circuito Escolar Maria Scombona em 2004, com um workshop de música em cinco escolas aqui de Aracaju. De quem foi essa iniciativa?

 

HT – A iniciativa foi nossa, da Maria Scombona. Levei a idéia para o grupo, a galera achou interessante. A gente foi experimentando aos poucos e vendo que o formato envolvia muito a garotada, e funcionou muito bem. Foi no final de 2003. Foi muito gratificante para os músicos e certamente para a garotada que participou.

 

PI – Você acha que foi bem recepcionado por parte dos alunos e dos professores?

 

HT – A gente foi muito bem recebido. Os professores, em boa parte, já conheciam o trabalho da Maria Scombona, já tinham uma simpatia muito grande. Mas, em termos de participação, os alunos foram quem marcaram presença e fizeram a festa sempre, onde a gente esteve. E foi uma coisa muito intensa, de curiosidade, no sentido de participação da garotada. Eles estiveram intensamente presentes nos workshops, perguntando, questionando, e também curtindo o som da gente.

 

PI – Algum fato curioso que aconteceu durante esse workshop?

 

HT – Não, acho que o curioso é a iniciativa, tanto do projeto das escolas quanto esse que a gente está ampliando agora, fazendo nos interiores. Eu acho que a grande curiosidade é a iniciativa da Maria Scombona de não depender de verba pública para poder fazer. Nós propusemos e negociamos com parceiros e conseguimos com apoio, e dando algo em troca também, construir um projeto onde todos saiam ganhando: os alunos, a banda e os parceiros da gente.

 

PI – E vocês agora vão começar um novo projeto, o Mundo Rock Interior. A iniciativa também é da banda?

 

HT – É, da Maria Scombona com o apoio imediato do Cinform, que encampou a idéia. A gente fez um grupo de parceiros em torno dessa idéia e conseguimos materializar, agora com o coquetel nessa sexta-feira, e dar o formato que a gente sonhava para o projeto, que é fazer o workshop, contar com a presença de bandas de cada local e fazer shows com elas à noite.

 

PI – Você acha que esse projeto realmente vai consolidar o que foi iniciado no interior, por exemplo, com os projetos Rock Rural e Rock Sertão?

 

HT – Na realidade, eu acho que é uma forma de fomento. São festivais de mostra, onde o pessoal vai lá para tocar. A gente está indo não só para tocar, a gente vai fazer as mostras, claro, mas a gente está abrindo espaço para outras bandas tocarem com a Maria Scombona. Estamos levando informações com o objetivo claro de fomentar a produção musical na cidade, o interesse da garotada pela música, pelos instrumentos, pelo estudo dos instrumentos, pelas questões técnicas de sonorização e também pela parte de produção independente. A gente está querendo fomentar em cada cidade o interesse e a busca pela produção musical.

 

PI – Vocês vão lançar um site em breve. O que vai ter nesse site?

 

HT – O site do Mundo Rock Interior vai falar do projeto, a idéia do projeto como um todo. A gente vai ter, além disso, as informações de tudo que envolve o projeto, desde as bandas que estão participando, a seqüência, a grade de shows que a gente vai ter, workshops cidade por cidade, os parceiros, patrocinadores que estão bancando o projeto, os parceiros locais que estão viabilizando as questões locais de cada cidade. Vai ter, a cada estação que a gente cumprir, a cada cidade que a gente passar, fotografias e uma resenha do que aconteceu.

 

Por Herbert Aragão e Andreza Azevedo

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