Luiz Antonio Barreto lança “Personalidades Sergipanas”

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O historiador e colunista do Portal Infonet Luiz Antônio Barreto lança hoje, 24, seu vigésimo livro. ‘Personalidades Sergipanas’ reúne a biografia de 40 empresários, políticos e intelectuais do Estado. Nesta entrevista o pesquisador e autor fala como se deu a idéia do livro, seu trabalho de pesquisa  e a intenção de torná-lo um registro na história. O lançamento da obra acontece às 18h na Biblioteca Epiphânio Dória.

Portal Infonet – Como surgiu a idéia do livro?
Luiz Antônio Barreto – Tudo começou com um contrato com o Jornal Correio de Sergipe para fazer quinzenalmente um encarte de personalidades sergipanas para o caderno Memórias. Eu ofereci 14 nomes de empresários, políticos, administradores e intelectuais. Ou seja, lotar no mesmo plano de edição pessoas que já possuem biografias consagradas e pessoas que não têm biografias – que nunca foi feito um registro mais amplo sobre as suas vidas.

Infonet – Quando começou este trabalho?
LA- Há dois anos.

Luiz Antonio lança seu 20° livro
Infonet – Mas antes das ‘Personalidades Sergipanas’ o senhor falou um pouco sobre a política…
LA- Isso. Ele é um suplemento do jornal que sai ao domingo chamado Caderno Memórias. Antes eu tinha colaborado com a parte política. Fiz seis cadernos sobre a história da política em Sergipe: um caderno sobre a organização do Poder Legislativo Estadual (Assembléia Legislativa), outro sobre o Poder Legislativo Federal (Câmara), dois sobre o Senado e dois sobre o Governo do Estado. Logo depois iniciamos as personalidades.

Infonet – E como surgiu a idéia de transformar o suplemento num livro?
LA– A intenção é fazer um livro para que as pessoas possam guardar seu conteúdo, pois o jornal é muito efêmero. Primeiro, o jornal perde a novidade no outro dia com a nova notícia. Segundo, é difícil de guardá-lo, já que é em tamanho tablóide. É difícil a pessoa esperar sair todos os encartes para depois conseguir encaderná-los. Eu próprio não tenho as 53 edições que publiquei.

Infonet – Como escolheu as edições que foram publicadas no livro? Tem alguma ordem?
LA- Eu separei os 40 primeiros suplementos que publiquei no jornal e transformei em livro. A ordem é cronológica pela publicação e com isso eu já tenho 13 cadernos para o segundo volume. Pretendo aprontar em fevereiro ou março do próximo ano.

Infonet – E os fascículos que o senhor escreveu sobre “Aracaju-150 Anos de História” e a “História Política” também serão livros?
LA- Já fiz separado em CD e pretendo fazer também em livros específicos, porque uma coisa é o ‘Personalidades’, que é uma espécie de dicionário, e outra coisa é o trabalho político.

Infonet – Por que a escolha de biografias para retratar estas personalidades?
LA– Hoje, em todo o mundo, a biografia tem suscitado muito interesse, porque através dela você tem um contexto inteiro. Além do contexto da história temos as suas circunstâncias e na biografia você consegue mostrar a fragilidade e a fortaleza humana. Eu sou um admirador de Graccho Cardoso. A biografia me permite trabalhar com certos aspectos do homem e do ser que terminam me revelando um fato da história e conotando uma parte da mesma. Não se trata de biografias apologéticas e quem pegar o livro vai perceber que ele é feito com informação clássica sobre a pessoa, filiação,data e local de nascimento, estudo, formação, publicações, etc. Mas saio dali para fazer contextos mostrando o que ele contribuiu. Por exemplo, Ivo do Prado (último que publiquei) eu trato ele como um político solitário que não se envolveu com grupos por isto foi sempre preterido, conto este episódio do Senado, publico o manifesto dele e mostro a grande contribuição que ele deu escrevendo a memória a ‘Capitania de Sergipe e suas Ouvidorias’ – onde ele defende os limites territoriais sergipanos que foram tomados pela Bahia numa determinada fase da história. Eu

abasto o mais que eu posso a participação dele com um agente transitando na história. Na verdade a biografia é um pretexto. Eu não faço a história ‘carlyleana’ – fazer a história através da figura. Não, eu procuro fazer uma coisa mais ampla, mostrando os fatos que regem a vida dele.

Infonet – Como foi feita a escolha dos nomes?
LA– Me pediram uma coleção e eu dei uma lista de 14 pessoas, mas depois eu fui apresentando outros nomes e a empresa também. Foram surgindo demandas e eu e a editoria do jornal sempre conversamos. A minha contribuição é pegar um material de Sergipe, colocar em evidência e chamar a atenção do público leitor. Eu entendo que todo mundo lê um caderno de Thais Bezerra ou de Maria Franco, pois eles têm uma coisa viva, pulsando do cotidiano, mas o difícil é trabalhar com o passado.

Infonet- O senhor teve muito trabalho em encontrar dados para estas biografias?
LA– Eu tenho um bom acervo e isto me ajuda. Hoje existe um formato: um texto principal, biográfico, que conta tudo, e depois eu entro na área profissional, seu contexto na história e sua contribuição para Sergipe.

Infonet – Qual destas personalidades o senhor teve maior dificuldade em escrever?
LA- Todos deram, porque lamentavelmente nem as famílias guardam informações. Por exemplo, sobre Bastos Coelho a única informação que existe é um trabalho um tanto quanto romanceado. Parte das informações eu tomei dele outra parte eu busquei nos almanaques antigos da segunda metade do século XIX.

Infonet – O senhor disse que há dois anos vem escrevendo as publicações do jornal, mas e o livro? Quando transferiu os conteúdos para ele?
L
A– O livro eu resolvi fazer no fim de 2006, quando o presidente do Banese Jair Oliveira me solicitou que eu fizesse um trabalho de divulgação dos sergipanos ilustres e eu o informei que já o fazia. E assim surgiu a idéia que teve o apoio cultural do Banese.

Ficha Técnica
Nome : Personalidades Sergipanas
376 Páginas
A obra estará custando R$40 no lançamento e depois estará disponível nas livrarias Escariz, no Instituto Tobias Barreto, na livraria Brandão (na UFS) e na Banca do Imperador por R$50.

Por Raquel Almeida

Confira a coluna de Luiz Antonio Barreto

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