Monumentos de Aracaju recebem projeções que unem arte e tecnologia

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Os trabalhos artísticos que compõem a programação do Festival são produtos contemplados pela Lei Aldir Blanc (Foto: reprodução/ Funcaju)

Árvores, coretos, muros e até estátuas. Todos os elementos urbanos viram painéis de experimentação e imersão quando o modelo de arte é o ‘vídeo mapping’. Nessa área, o processo criativo reúne projetores, notebooks, música e os monumentos escolhidos para receber o produto artístico – configurando uma união entre tecnologia e arte. Foi assim que o vídeo mapping do artista visual Lucian Smash tomou conta do Espaço Zé Peixe e dos monumentos da praça Fausto Cardoso, no Centro, nesta quinta-feira, 28, em mais um evento do Festival Colora.

Os trabalhos artísticos que compõem a programação do Festival são produtos contemplados pela Lei Aldir Blanc, executada pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). No Espaço Zé Peixe, localizado na avenida Rio Branco, às margens do Rio Sergipe, a estátua dedicada ao icônico e simbólico prático aracajuano, José Martins Ribeiro Nunes, o Zé Peixe, foi o primeiro monumento a receber as projeções bi e até tridimensionais do projeto ‘Visões históricas e urbanas’.

“Eu pensei em fazer as projeções nesse monumento na expectativa de narrar a história do próprio personagem da cidade, através desse olhar da arte e tecnologia que o vídeo mapping permite. Além disso, esse é um local que desde pequeno frequento. Comecei a vir quando ainda era o hidroviário”, detalha Lucian Smash, idealizador do projeto e premiado no edital Janela para as Artes, da Lei Aldir Blanc.

Por conta da pandemia da covid-19 e para evitar aglomerações, as projeções nos espaços urbanos, nesta quinta-feira, foram transmitidas por meio do perfil no Instagram do coletivo Visões Urbanas (@urbanasvisoes) e continuarão disponíveis para quem não pôde acompanhar.

Para o designer Gian Brasil, que trabalhou na construção das projeções, mesmo de casa, as pessoas podem mergulhar na experiência dessa arte. “É muito irreverente esse tipo de arte com tecnologia, uma coisa que te leva do presente para o futuro. É um coletivo que juntou várias inteligências de arte, unindo construção musical, projeção e conteúdo digital”, destaca.

A amplitude do edital, em Aracaju, tem permitido o conhecimento e expansão de uma arte ainda pouca disseminada no Brasil. De acordo com Smash, o vídeo mapping ganhou mais evidência durante a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, mas, na capital sergipana, poucos artistas exploram esse caminho da arte visual.

Para o presidente da Funcaju, Luciano Correia, a execução da Lei Aldir Blanc cumpre seu desafio ao ampliar os incentivos às cadeias produtivas do setor cultural. “Temos testemunhado uma programação cultural viva, muito forte e rica da produção cultural aracajuana. Nós fizemos da aplicação da Lei Aldir Blanc, um instrumento de política cultural do município, cumprindo o que era o nosso objetivo primordial, levar fomento às cadeias produtivas da cultura que foram afetadas pelas medidas de isolamento em consequência da pandemia”, pontua.

As produções do artista Lucian Smash, seguindo a programação do Festival Colora, também marcarão presença no bairro Ponto Novo, neste próximo sábado, 30. Além do vídeo mapping, ele vai apresentar outro modelo de projeção, ao qual se refere como grafite mapping. A oportunidade de poder exibir a sua arte e provocar sensações em diversos locais da cidade faz o artista reconhecer a importância da política cultural desenvolvida pelo Município de Aracaju.

“É uma lei muito importante para os artistas, sobretudo para os jovens, que tinham muito conteúdo para colocar na rua, mas estavam ociosos. Foi um empurrão para o meu projeto de ‘Visões e históricas e urbanas’ através do vídeo mapping, que acabou contemplado em um projeto visual de grande porte. E não falo só por mim, porque tenho visto uma nata de várias vertentes da arte sergipana contemplada. Daqui vão sair muitos artistas que, através desse incentivo, podem ganhar o mundo com sua arte e representar o estado no Brasil e no mundo”, avalia o artista.

Fonte: Ascom/Funcaju

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