O colorido do artesanato sergipano

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Variedade e colorido encantam quem vê
Na sala do apartamento da estudante Marina Dias, algumas peças de decoração arrancam elogios até dos mais exigentes (e sinceros) visitantes. “Algumas amigas quando vêem logo dizem que é lindo, de muito bom gosto e perguntam em qual loja comprei. Quando falo o lugar que achei e o preço que paguei, não acreditam”, conta.

Os objetos não foram adquiridos em nenhuma loja da capital, nem são assinados por designers de marcas badaladas. As peças de cerâmica, na verdade, levam a assinatura de grandes artistas da cidade de Santana de São Francisco, cidade banhada pelas águas do rio São Francisco e abençoada pelo

Conjuntos como esses saem por R$ 3
talento da sua população.

Uma cooperação em família

“Aprendi com minha mãe, que por sua vez aprendeu com minha avó, e hoje, como não tenho filhos ainda, já ensino minha sobrinha. Não tem coisa melhor que se sustentar de uma atividade que nos dar prazer”, fala Rejane Silveira, que diz vender mais de 100 peças por dia. Ela, como a maioria das mulheres do Centro de Comercialização de Artesanato da cidade, trabalham em conjunto com o marido.

A dinâmica funciona da seguinte maneira: enquanto os homens são responsáveis pela produção da cerâmica, suas companheiras assumem a tarefa da pintura e da

Leilane na sua barraca
venda. Há cinco anos nesse ramo, Leilane Santos garante que a dupla união entre marido e mulher é positiva. “A gente consegue monitorar eles mais direitinho”, conta a divertida moça.

Sustento que vem da arte

No pequeno município de seis mil habitantes, conhecido também como “Carrapicho”, cerca de 70% da população vive dessa arte, de acordo com informações da Rede Cultura de Sergipe. O centro onde as peças são vendidas por 64 famílias foi viabilizado graças ao esforço dos artesãos e do apoio do Governo do Estado e da Unesco.

O ribeirinho moldado em argila
No lugar é possível encontrar conjuntos de chá, vasos, bonecos que representam os costumes da população ribeirinha e outros artigos decorativos. Mas o carro-chefe das vendas, segundo as artesãs, é o conjunto composto por três peças decorativas de tamanhos diferentes. O trio sai para o consumidor ao preço de R$ 3 e é o produto predileto da turista alagoana Gleidisane Oliveira.

“Sou de Arapiraca e sempre que venho passear aqui por essa região saio com a mala do carro cheia (risos). O trabalho da comunidade é perfeito, a gente sente o capricho no acabamento. Além de serem ótimas peças de decoração são excelentes presentes

A alagoana Gleidisane Oliveira é cliente fiel
também. E o preço é super convidativo”, comenta a alagoana.

Conheça o município

Santana de São Francisco fica a 120 quilômetros de Aracaju e é um ex-povoado de Neópolis. Além de poder ver e comprar as peças feitas de cerâmica, tinta e paixão, é possível tomar um refrescante banho nas águas do Velho Chico e conhecer a história desta cidade que foi erguida a partir da riqueza proporcionada pela argila.

Por Glauco Vinícius

    

 

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